Uma visão do Egito, diretamente das ruas do Cairo

Manifestantes no Cairo: “Fora Moubarak”

O professor Mamede Jarouche, do departamento de linguas orientais (árabe) da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP está no Egito. Reconhecido com um dos maiores pesquisadores brasileiros da literatura árabe, tradutor da mais recente e completa edição da “Mil e uma noites”, o professor Mamede está no Egito para o lançamento de um de seus livros em árabe.

De lá ele relata o professor relata para a página na internet da Rede Brasil Atual: o que é na minha opinião o centro da questão em curso na Tunísia e no Egito.

Rede Brasil Atual – O que o senhor acha que motivou essa onda de movimentações populares?

Mamede Jarouche – A situação social e econômica está em degradação contínua. Venho ao país há dez anos e só vejo as coisas caminhando para trás. Por mais passivo e pacífico que seja o povo do Egito, chega uma hora em que se precisa ter reação. É isso que as pessoas estão tentando fazer. (…)

Vou voltar a questão do Egito, nesses dias.  Será um tema recorrente das aulas nesse ano de 2012.

Essa revolução, que na minha opinião nada tem de árabe, nem de islâmica… trata-se de uma verdadeira revolução popular em curso, pela melhoria das condições de vida da população cansados de serem vítimas da política dos seus governos que sempre estiveram mais interessados em atender aos interesses dos EUA e da União Européia do que as necessidades do povo.

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