As tragédias no Japão

PERIGO NUCLEAR NADA TEM  DE NATURAL

O terremoto de 8,9 graus na escala Richter atingiu o norte do Japão no dia 11 de março, está entre os cinco mais violentos já registrados. O tsunami que, horas depois, varreu a mesma região, foi, sem dúvida, de proporções gigantescas. Populações de todo o mundo acompanharam com apreensão as terríveis imagens  de cidades inteiras sendo reduzidas a escombros. Mais uma vez se revelou imediatamente a solidariedade entre a população trabalhadora. E se o número de vítimas não foi ainda maior é por que existe um sistema de alerta a tsunamis implantado no Japão.

Mas às tragédias naturais veio se somar outra, que essa, nada tem de natural: a perda de controle das reações nucleares em quatro reatores (até o momento) em que uma usina nuclear situada na cidade de Fukushima a apenas 240 km da capital Tóquio. As consequências do tsunami teriam que ser dramáticas para essa central nuclear? Haveria como evitar que o acidente se transformasse em catástrofe?

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A usina, denominada Fukushima Daiichi é propriedade da TEPCO (Tokyo Electri Power Co.), que é uma empresa nascida da privatização das companhias estatais de eletrecidade do Japão. Segundo o jornal francês Le Figaro, em 2003, a agência nuclear japonesa revelou que, alguns anos antes, a TEPCO havia falsificado relatórios de inspeção de reatores nucleares com o objetivo de encobrir pelo menos três incidentes nas centrais de Fukushima e  Kashiwazaki-Kariwa.

Essas práticas teriam continuado durante mais de vinte anos e o número total de incidentes teria atingido a casa dos duzentos!

Numa usina nuclear a segurança está entre os maiores custos. A TEPCO é a maior companhia privada de eletricidade de todo o mundo. Para ela, evidentemente, o que conta em primeiro lugar são as “leis do mercado”, o “retorno dos investimentos”.

A segurança nuclear exige a imposição de normas de construção cívil e de funcionamento que são incompatíveis com a privatização e com a desregulamentação.

Artigo traduzido e adaptado do jornal francês “Informations Ouvrières”, número 140.

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Um pensamento sobre “As tragédias no Japão

  1. Entendendo a crise nuclear de Fukushima | Ativando Neurônios

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