Museu Ilê Ohun Lailai reaberto em Salvador

O conjunto das religiões afro-descendentes são parte da história e cultura brasileira.

Num país onde a população negra é majoritária, onde o preconceito é tão presente como nas escabrosas, racistas  e preconceituosa  declarações dos deputados Jair Bolsonaro (PP-RJ) e Marco Feliciano (PSC-SP).

Nada mais útil ao respeito a população negra e as tradições religiosas afro-descendentes para mostrar o valor cultural importante e relevante desse componente da formação da nação brasileira.

 

Orixás renovados

O primeiro museu criado em um terreiro é reaberto depois de passar por reformas e restauro das mais de 750 peças de seu acervo

Nada de grandes exposições. O melhor jeito para se aprender sobre o candomblé é ir mesmo até um terreiro. Para isso, basta visitar o Ilê Axé Opô Afonjá, em Salvador, que desde os anos 1980 tem seu próprio museu. O espaço foi totalmente reformado e reaberto em fevereiro. Oferendas aos orixás e roupas das quatro mães de santo que passaram por ali são alguns dos 750 itens higienizados, restaurados e reorganizados.

O Museu Ilê Ohun Lailai, que em iorubá significa “casa das coisas antigas”, também tem em seu acervo instrumentos musicais, documentos, utensílios de cozinha e painéis com a história do local. “De todo o acervo, as roupas das mães de santo estavam em pior estado, todas mofadas”, conta José de Ribamar Feitosa Daniel, presidente do Conselho Civil da Sociedade Cruz Santa do Axé Opô Afonjá, que mantém o terreiro, um dos cinco no país tombados pelo Iphan. Uma das peças mais interessantes é a arca centenária em que Eugênia Anna dos Santos, conhecida como Mãe Aninha, guardava suas roupas. Foi ela que criou o terreiro em 1910. Foi ela também que, nos anos 1930, com a ajuda do chefe da Casa Civil, Oswaldo Aranha, convenceu o presidente Getulio Vargas a instituir a lei que dá liberdade de culto.

Saiba Mais

Museu Ilê Ohun Lailai

Rua Direita de São Gonçalo do Retiro, 557 – Cabula.

De segunda a sexta, das 8h às 12h e das 14h às 18h. Aos sábados, das 8h às 12h.

Dica da Bárbara Linares, fonte: Revista de História da Biblioteca Nacional

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