O filme “Carrie, a estranha”, o conto “O Patinho Feio” e o bullying

Publico o artigo do Blog do Zé Geraldo, uma interessante reflexão.

De Palma e o bullying

O bullying não é um fenômeno novo. O que é novidade é a adoção generalizada (e colonizada) desse termo importado que acabou por eliminar uma série de palavras do português que poderiam matizar mais o assunto, caso a caso: intimidação, agressão social, maus-tratos, exclusão, rejeição, opressão do grupo, crueldade psicológica etc.

O caso mais antigo de bullying de que tenho notícia é o do patinho feio (clique aqui para ler o conto). O conto de Andersen, aliás, pode ser lido como uma maneira de sublimação do sentimento de rejeição e humilhação pelo grupo sofrido por muitas crianças e adolescentes. O patinho feio tem a sua revanche a longo prazo, tornando-se um lindo cisne.

O problema é que nossa época é mais imediatista, a vingança tem que ser urgente. E as crianças não leem mais Andersen, mas navegam pela internet, expondo-se a uma miríade de referências e estímulos que elas não têm condições de processar e elaborar.

Pronto, já falei demais.

Para compensar esse palavreado apressado e provisório, aqui vai a sequência de abertura daquele que talvez seja o mais belo filme sobre o tal bullying, feito quando a palavra ainda não tinha entrado na moda. O engraçado é que o título em portugês acrescentou ao original um adjetivo que é, por si só, uma expressão de segregação, de preconceito contra o que é diferente.

Estou falando, é claro, de Carrie, a estranha, de Brian De Palma. Passa a toda hora no Telecine Cult. Vale a pena ver, nestes tempos sombrios.

Veja o trailer:

SOBRE O FILME “CARRY, A ESTRANHA”
Carry White (Sissy Spacek) uma jovem que não faz amigos em virtude de morar em quase total isolamento com Margareth (Piper Laurie), sua mãe e uma pregadora religiosa que se torna cada vez mais ensandecida. Carrie foi menosprezada pelas colegas, pois ao tomar banho achava que estava morrendo, quando na verdade estava tendo sua primeira menstruação. Uma professora fica espantada pela sua falta de informação e Sue Snell (Amy Irving), uma das alunas que zombaram dela, fica arrependida e pede a Tommy Ross (William Katt), seu namorado e um aluno muito popular, para que convide Carrie para um baile no colégio. Mas Chris Hargenson (Nancy Allen), uma aluna que foi proibida de ir festa, prepara uma terrível armadilha que deixa Carrie ridicularizada em público. Mas ninguém imagina os poderes paranormais que a jovem possui e muito menos de sua capacidade vingança quando está repleta de ódio

direção: Brian De Palma
roteiro: Lawrence D. Cohen, baseado em livro de Stephen King

elenco: Sissy Spacek (Carry White)
Piper Laurie (Margaret White)
Amy Irving (Sue Snell)
William Katt (Tommy Ross)
John Travolta (Billy Nolan)
Nancy Allen (Chris Hargenson)
Betty Buckley (Srta. Collins)
P.J. Soles (Norma)
Priscilla Pointer (Sra. Snell)
Sydney Lassick (Sr. Fromm)
Stefan Gierasch (Sr. Morton)
Michael Talbott (Freddy)

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