Carcará – João do Vale e Chico Buarque

Duas versões da mesma canção. Cada uma delas com um dado de cada época da montagem.

Me lembrei desta canção essa semana, durante a aula, explicando um gráfico sobre a migração da população do campo para a cidade.  Foi uma feliz lembrança, pois me lembrei da minha amiga Ana Maria Cardoso que foi companheira de João do Vale.

Os dois vídeos são trechos da peça “Opinião” de Augusto Boal.

Trecho do documentário: “João do Vale – Muita Gente Desconhece”, resultado de mais de 10 anos de pesquisa feita pelo diretor Werinton Kermes:

Versão de 1982 da peça/show “Opinião”:

Carcará

Composição – João do Vale / José Cândido

Carcará
Lá no sertão
É um bicho que avoa que nem avião
É um pássaro malvado
Tem o bico volteado que nem gavião
Carcará
Quando vê roça queimada
Sai voando, cantando,
Carcará
Vai fazer sua caçada
Carcará come inté cobra queimada
Quando chega o tempo da invernada
O sertão não tem mais roça queimada
Carcará mesmo assim num passa fome
Os burrego que nasce na baixada
Carcará
Pega, mata e come
Carcará
Num vai morrer de fome
Carcará
Mais coragem do que home
Carcará
Pega, mata e come
Carcará é malvado, é valentão
É a águia de lá do meu sertão
Os burrego novinho num pode andá
Ele puxa o umbigo inté matá
Carcará
Pega, mata e come
Carcará
Num vai morrer de fome
Carcará
Mais coragem do que home
Carcará

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Um pensamento sobre “Carcará – João do Vale e Chico Buarque

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