“Nossa, Nossa”… “O pop não poupa ninguém”

Os fenômenos culturais são algo interessante. Como explicar como encaramos as músicas que fazem sucesso?

Lembrei-me das críticas ao sucesso da Banda Mais Bonita da Cidade quando Oração virou o hit mais tocado do momento. Um música em que cabia até uma penteadeira.

O mesmo se dá com o Michel Teló.

Eu não conhecia a música “Ai se te pego” do Michel Teló.

Escutei pela primeira vez, em francês, no Trabalho Sujo de meu xará Alexandre Matias, nessa versão aqui:

 

Por acaso, eu tinha comprado a Revista Época que dava a capa ao cantor. Mas não lí a matéria. O assunto não me interessava. Queria ler a entrevista com o Umberto Eco assumindo que estava lendo livros eletrônicos.

Mas as redes sociais, a temperatura aumentava. Como uma febre. Versões e mais versões pipocam. Entre meus amigos roqueiros, a palavra “lixo” era a qualificação mais usada.

Mas com um pouco de conversa percebemos que se trata de um raiva inicial. Na verdade, uma certa generalização, sem sentido e sem conteúdo daquilo que a jornalista Bia Abramo definiu como “bom-gostismo”.

Não se trata de uma boa música.

É uma música cientificamente construída para dar certo. É uma canção da velha industria cultural, adaptando-se as novas formas de gerar receita para para o mercado fonográfico ainda buscando fontes de receitas pós-internet.

Mas há três críticas de jornalistas culturais que merecem ser lidas. A primeira é “Michel Teló exporta a sanfona de Luiz Gonzaga para o mundo” do Pedro Alexandre Sanches , de onde tirei o título para essa nota. Depois o artigo “Sertanejos universais” de Luís Antônio Giron, a partir das críticas que a revista Época recebeu sobre a capa que deu ao músico. Por fim, “Porque eu amo Michel Teló” de Alex Antunes no seu blog o dedo do meio é a mensagem.

Para quem não gosta de Michel Teló, vale a pena ler. Para quem gosta também vale a pena ler. Agora, para quem é fã de boa crítica, é obrigatória a leitura.

Veja, se trata de um fenônemo no mínimo curioso. Até soldados do exército de Israel, pegos dançando. Esses são espertos, pois dançar é melhor que oprimir palestinos:

E o mais interessante é que as piadas e versões não vão parar. Ou seja, vamos dar muitas risadas ainda.

A que mais gostei foi a Dart Vader:

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