Geosmina: a fórmula do “Cheiro da Chuva” ou do “Perfume da Terra”

Acabo de ler a postagem no facebook de meu colega educador José Bento Vasconcellos que reproduzo aqui:

Cheiro de Chuva

Geosmina

 

Em meados de 1960, dois pesquisadores australianos descobriram o que causava aquele cheiro (que, para alguns, é um delicioso aroma) logo depois de cair as primeiras gotas de chuva no solo. Acontece que as plantas liberam um óleo que fica acumulado no solo. Durante a chuva, esse óleo, junto com uma substância comum ao solo denominada geosmina (literalmente, aroma da terra), se desprendem para o ar, onde alcançam as nossas narinas. A geosmina é produzida por bactérias que estão presentes no solo, como Streptomyces sp. Eles também descobriram que o óleo retarda a germinação da semente e a fase inicial de desenvolvimento. Quando chega a chuva, o solo fica livre dessa substância e a semente pode se desenvolver.

Fiquei muito contente com essa história. Na verdade é inspiradora. A ciência fazendo entendermos aspectos tão simples da vida humana. Algo belo mesmo.

Fui pesquisar mais.

No verbete da Wikipédia há as informações são parecidas:

Geosmina (“perfume da terra” em grego), é uma substância química produzida pela bactériaStreptomyces coelicolor, espécie de actinobactérias presentes no solo e que são normalmente detectáveis ​​quando o chão fica molhado, por exemplo, quando chove (fenômeno conhecido como petricor).1 Alguns fungos filamentosos, tais como Penicillium expansum também produzem geosmina. Sua fórmula é 4.8 to-dimetildecalina-4a-ol ou 4,8 Decahydronaphthalene a-dimetil-4-ol.

No Blog Rainha Vermelha, parte do espetacular Science Blogs há mais informações interessantes:

” (…) Esta mesma geosmina produzida por algas marinhas pode se acumular nos tecidos de vários peixes, dando aquele gosto de terra na carne. Como ela não é levada facilmente pela água, não adianta lavar a carne que não sai. Produzida por bactérias de solo, pode se acumular em beterrabas e no vinho, onde também dá o mesmo gosto. Uma das maneiras de eliminar o sabor de terra de vegetais e carnes é usar vinagre, já que o pH ácido degrada rapidamente a geosmina.

Curiosamente, por mais que o cheiro de chuva seja atraente para nós, pode ser muito mais essencial para os camelos. Como Keith Charter especulou (já que não achei publicação que sustentasse sua idéia), camelos devem saber localizar água a quilômetros de distância pela geosmina liberada por bactérias que crescem no solo úmido de oásis, e ao beberem a água ajudam a dispersar seus esporos para outros locais, perpetuando uma simbiose.

Mais certa do que a atração dos camelos pelo cheiro da geosmina é o apelo que ela tem para insetos. Se nós já associamos umidade e chuva a esse cheiro, imagine o efeito que ele tem em regiões desérticas. Tão grande que alguns cactos que têm flores diurnas – as noturnas geralmente são polinizadas por morcegos – produzem geosmina para atrair insetos polinizadores, usando o cheiro de umidade para enganá-los. (…)” – Leia o artigo completo clicando aqui.

Quando estava no ginásio, hoje Ensino Fundamental – II, pensei em estudar química. Mas desisti. Fui para Eletrotécnica e depois para o Processamento de Dados. Ao final me formei em Ciências Sociais.

Mas ao ver essa história do “Aroma da Chuva” ou “Perfume da Terra”, podemos ver poesia e ciência se encontrando na explicação deste conceito. Valeu José Bento pela informação e pela ideia.

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