Origens sociais do Dia das Mães

Por Alexandre Linares

​Ontem ouvi a história da origem do dia das mães no século XIX. Foi um pequeno programa da Rádio USP (em SP 93,7 ou pela internet pelo aplicativo Jornal USP).
A ativista Ann Maria Reeves Jarvis, que fundou em 1858 os Mothers Days Works Clubs com o objetivo de diminuir a mortalidade de crianças em famílias de trabalhadores. Uma denuncia da subnutrição infantil e materna, dos baixos salários e da péssimas condições de vida.

Ela fez um movimento para evidenciar e exigir solução para a condição de miséria das mães.

Após sua morte sua filha Ana Jarvis, fez um movimento por um feriado para as mães. A data acabou por ser institucionalizada no segundo domingo de maio para não ser um feriado. Pouco anos depois revoltada com a desvirtuação da data para fins comerciais, sua filha tentou acabar com a data, sem sucesso. 

A data do Dia das Mães acabou sendo, como tudo na nossa sociedade capitalista, transformada numa mercadoria. Ou melhor num marco de incentivo a consumo de mercadorias e apagando o conteúdo histórico e social original da data.

No Brasil a data foi instituída no governo Getúlio Vargas.

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