A revolução industrial e o trabalho infantil – Depoimentos

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Foto de Lewis W. Hine

A revolução industrial sem dúvida causou um impacto na sociedade só similar revolução agrícola no período neolítico. Seu impacto mudou a forma da humanidade produzir o mundo em que vivemos.  A massificação da produção industrial, a redução das distâncias através das novas formas de transportes mais rápidas, o desenvolvimento de mecanismos de comunicação mais ágeis são exemplos significativos.

É sempre bom lembrar que isso teve um preço. Nos relatos documentais abaixo, sistematizados pelo site História em Cartaz, podemos ver quais foram as condições desta industrialização e como se deu a acumulação da riqueza dos empresários capitalistas na sociedade industrial nascente.
LEIA OS DEPOIMENTOS SOBRE AS CONDIÇÕES DE TRABALHO DAS CRIANÇAS
Fonte dos depoimentos: História em Cartaz

Depoimento de Jonathan Downe ao Comitê Parlamentar sobre o Trabalho Infantil, 6 de junho de 1832 (Inglaterra):
“Quando eu tinha sete anos fui trabalhar na fábrica do Sr. Marshalls na cidade de Shrewsbury. Se uma criança estava sonolenta, o inspetor tocava no ombro da criança e dizia: ‘venha aqui’. Em um canto no quarto havia uma cisterna cheia de água. Ele levantava o menino pelas pernas e imergia na cisterna. Depois do banho, ele mandava a criança de volta para o trabalho.”

Trecho da biografia de Robert Blincoe, publicado no jornal The Lion por John Brown, 15 de janeiro de 1828:
“A primeira tarefa dada a Robert Blincoe foi a de apanhar o algodão que caía no chão, embaixo do tear mecânico.
Aparentemente, nada poderia ser mais fácil, mas ele estava muito apavorado pelo movimento giratório e pelo barulho da maquinaria, ele também não suportou o pó e a fumaça que o deixavam sufocado. Ele logo se sentiu doente e constantemente parava de trabalhar, pois suas costas doíam de tanto agachar. Blincoe achava que era livre para sentar e descansar, mas logo descobriu que isso era estritamente proibido nas fábricas têxteis. O seu inspetor, Sr. Smith, lhe disse que tinha que ficar em pé […].”

Depoimento de John Birley ao jornal The Ashton Chronicle, 19 de maio de 1849:
“Nosso turno era das cinco da manhã até nove ou dez da noite; e, no sábado, até às onze e, frequentemente, até às doze horas da noite. E ainda nos faziam vir no domingo para limpar a maquinaria. Não havia tempo para café-da-manhã, não se podia sentar durante o jantar e não nos davam nenhum tempo para tomar chá. Nós chegávamos à fábrica às cinco horas da manhã a trabalhávamos até aproximadamente as oito ou nove horas, quando nos traziam o nosso café-da-manhã, que consistia em mingau de aveia com bolo e cebolas para dar mais sabor a comida. O jantar consistia em bolo de aveia e leite […] Nós bebíamos o leite e com o bolo em nossas mãos voltávamos a trabalhar, sem sentar.”

 

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