Filmes, documentários e vídeos sobre a questão negra e o racismo

2 MINUTOS PARA ENTENDER – DESIGUALDADE RACIAL NO BRASIL
A cada 12 minutos um negro é assassinado no Brasil. Não para por aí: a cor da sua pele influencia na sua educação, saúde e renda. Segundo o IBGE, negro é aquele que se identifica como preto ou pardo. Entenda como estamos longe de sermos igualitários em um país onde o preconceito racial atinge mais da metade da população. Vídeo produzido pela Superinteressante.

13ª EMENDA
Documentário produzido pelo Netflix sobre a situação do sistema penitenciário dos EUA e sua relação com o racismo institucionalizado. Em muitos aspectos se relaciona com a realidade brasileira, mesmo se existem diferenças consideráveis. Tema relevante para entender as relações entre história e sociedade, sobre as consequências das políticas públicas e a manutenção de privilégios contra a democracia e a igualdade.
LINK NETFLIX: https://www.netflix.com/title/80091741

12 ANOS DE ESCRAVIDÃO
Filme baseado numa história real. Em 1841, Solomon Northup é um negro livre e vive com a família no norte dos EUA, onde não há escravidão. Após aceitar um trabalho que o leva a outra cidade, ele é sequestrado e acorrentado. Vendido como se fosse um escravo, Solomon precisa superar humilhações físicas e emocionais para sobreviver. Ao longo de doze anos, ele passa por dois senhores exploram seu trabalho até que ele consegue reestabelecer a sua liberdade.
LINK NETFLIX: https://www.netflix.com/title/70284282

UM ESTADO DE LIBERDADE
Um pequeno agricultor do Mississippi deserta do exército confederadp, juntando-se a outros fazendeiros e lidera um grupo de escravos fugitivos durante a Guerra Civil nos Estados Unidos e liberta seu território. Depois da guerra a luta pela igualdade continua.
LINK NETFLIX: https://www.netflix.com/watch/80080158

LINCOLN
A história do presidente do EUA Abraham Lincoln é contada nos momentos finais de seu governo, amesmo tempo em que se ocorria a Guerra Civil norte-americana. A batalha pela vitória do Norte, de Lincoln se associa a luta pela emenda à Constituição dos Estados Unidos que acabava com a escravidão. Um filme para entender dinâmicas internas do racismo e da política nos EUA.
LINK YOUTUBE: https://www.youtube.com/watch?v=Y9jplvwvYew

A COR DO TRABALHO
O longa metragem conta a história do trabalho negro na Bahia desde o tempo da escravatura até os dias atuais. “O objetivo é mostrar, realmente, como a educação pode ajudar na ascensão do negro na sociedade”, explica Antonio Olavo que conta que o longa traz experiências vitoriosas de negros e negras que, ao longo dos séculos, romperam com o estigma do preconceito racial e, por meio da educação ou da abertura de negócios próprios, tiveram êxito em sua trajetória profissional.
LINK NO YOUTUBE: https://www.youtube.com/watch?v=4z6uzuCjfTc

GLOBALIZAÇÃO MILTON SANTOS – O MUNDO GLOBAL VISTO DO LADO DE CÁ
O mundo global visto do lado de cá, documentário do cineasta brasileiro Sílvio Tendler, discute os problemas da globalização sob a perspectiva das periferias (seja o terceiro mundo, seja comunidades carentes). O filme é conduzido por uma entrevista com o geógrafo e intelectual baiano e professor da Universidade de São Paulo: Milton Santos, gravada quatro meses antes de sua morte. No filme geografia, utopias, racismo são debatidos pelo grande intelectual negro brasileiro.
LINK NO YOUTUBE: https://www.youtube.com/watch?v=-UUB5DW_mnM

BEM-VINDO A MARLY-GOMONT*
Baseado em uma história real, o filme se passa nos anos 1970, quando Seyolo Zantoko, um médico negro recém-formado no Congo se muda com a esposa e os filhos para um pequeno vilarejo na França, de onde recebeu uma boa oportunidade de trabalho. Lá, ele enfrenta uma jornada contra o racismo e a ignorância de uma comunidade que nunca conviveu com negros. Apesar das amargas questões abordadas.
LINK NETFLIX: https://www.netflix.com/br/title/80123740

O VISITANTE
Um professor de economia, viúvo, a contra gosto, vai a Nova York dar uma palestra. Chegando lá, ele descobre dois imigrantes ilegais vivendo no seu apartamento. O desanimado professor se torna amigo dos imigrantes, se sente revigorado e, quando influenciado por eles, começa a tentar coisas novas.
LINK YOUTUBE: https://www.youtube.com/watch?v=P39gUjwZvPo

PANTERAS NEGRAS: VANGUARDA DA REVOLUÇÃO
Documentário da TV pública dos EUA, conta a história do “Partido dos Panteras Negras para Autodefesa” que surgiu na década de 1960, nos Estados Unidos. Com o objetivo de combater o racismo e a condições de vida da população negra, grupo de jovens passa a se organizar para lutar. O filme faz uma narração do desenvolvimento da consciência frente ao passado escravocrata do país. Defensores do armamento da população negra para enfrentamento da violência do Estado, o grupo trouxe novas e controversas questões à tona sobre a problemática do racismo. O documentário demonstra como as drogas foram usadas para desorganizar os jovens militantes e permitir uma enorme repressão ao movimento.
LINK NO NETFLIX: https://www.netflix.com/watch/80049128

QUILOMBO
Em Pernambuco do século XVII, em um Engenho de Açucar, um grupo de escravos se rebela e ruma em busca do Quilombo dos Palmares, onde ex-escravos fugidos resistem à escravidão. Conta a história de Ganga Zumba e de Zumbi e enfrentamento da mobilização do exército e das forças mercenárias do bandeirante paulista Domingos Jorge Velho.
LINK YOUTUBE: https://www.youtube.com/watch?v=NO0PfTUISt8

BAGATELA
Documentário sobre o sistema judiciário e prisional brasileiro sob o ângulo dos “crimes de bagatela” ou “Princípio da Insignificância”. Trata-se de uma denúncia da distância entre os sistema judiciário e a realidade da sociedade. No documentário “Bagatela” são conhecidas as historias de mulheres presas por pequenos furtos e de pessoas diretamente ligadas ao sistema penal, comoos juízes de São Paulo Carlos Vico Mañas, Carlos Eduardo Franco e Airton Vieira. No filme é mostrado casos como o de Sueli, que ficou dois anos na prisão por ter roubado um queijo e duas bolachas. Mostra também o caso de Maria Aparecida, portadora de deficiência mental, presa por furtar um xampu e um condicionador, e por fim, o último caso mostrado, é o de Vânia, que foi presa por vários pequenos furtos sendo um deles o da quantia de cinco reais.
LINK YOUTUBE: https://www.youtube.com/watch?v=dKoZAqP20Hg

A NEGAÇÃO DO BRASIL
O documentário é uma viagem na história da telenovela no Brasil e particularmente uma análise do papel nelas atribuído aos atores negros, que sempre representam personagens mais estereotipados e negativos. Baseado em suas memórias e em fortes evidências de pesquisas, o diretor aponta as influências das telenovelas nos processos de identidade étnica dos afro-brasileiros e faz um manifesto pela incorporação positiva do negro nas imagens televisivas do país.
LINK YOUTUBE: https://www.youtube.com/watch?v=PrrR2jgSf9M

BESOURO
Década de 1920, no interior do Estado da Bahia o 13 de maio de 1888 ainda estava longe de ser uma realidade. A população negra continuava sendo tratados como antes da abolição. Entre eles está Manoel, que quando criança foi apresentado à capoeira pelo Mestre Alípio. O tutor tentou ensiná-lo não apenas os golpes da capoeira, mas também as virtudes da concentração e da justiça. A escolha pelo nome Besouro foi devido à identificação que Manuel teve com o inseto, que segundo suas características não deveria voar. Ao crescer Besouro recebe a função de defender seu povo, combatendo a opressão e o preconceito existentes. Uma história da luta contra o racismo e da capoeira.
LINK YOUTUBE: https://www.youtube.com/watch?v=7JjFbIRVtB8

ESCRITORES DA LIBERDADE
Em Los Angeles, no estado da Califórnia (EUA), uma dedicada professora de redação uma escola de periferia profundamente dividida pelo racismo busca ensinar uma turma de alunos adolescentes que apresenta problemas de aprendizagem e da reflexão. Buscando inspirá-los a acreditarem em suas próprias histórias para mudarem suas vidas.
LINK NETFLIX: https://www.netflix.com/watch/70053462

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9 de julho: a história do Dia da Luta Operária na cidade de São Paulo

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Hoje é 9 de julho, completa-se 101 anos do assassinato de José Martinez, jovem sapateiro e militante operário anarquista. Baleado em 9 de julho, morto em 11 do mesmo mês, sua morte e a de outros trabalhadores e trabalhadoras (inclusive de crianças) é na cidade de São Paulo um marco na história, um estopim que fez massas de trabalhadores.

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Cotonifício Crespi, esquina da rua dos Trilhos com a rua ruas Visconde de Laguna na Mooca.

A greve teve início dias antes pela coragem das mulheres e homens tecelões do Cotonifício Crespi, no bairro da Mooca. A força dessa greve disposição fez o movimento avançar. A morte de de José Martinez em 9 de Julho foi detonador da generalização da greve expandindo-se por todos os Bairros da cidade e por outras partes do Brasil.

 

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Ladeira Porto Geral, no centro da cidade de São Paulo no cortejo fúnebre do jovem sapateiro José Martinez.

O Comitê de Defesa Proletária, órgão que reunia as lideranças dos sindicatos, associações e ligas operárias publicou uma lista de reivindicações:

– Que sejam postas em liberdade todas as pessoas detidas por motivo de greve;
– Que seja respeitado do modo mais absoluto o direito de associação para os trabalhadores;
– Que nenhum operário seja dispensado por haver participado ativa e ostensivamente no movimento grevista;
– Que seja abolida de fato a exploração do trabalho de menores de 14 anos nas fábricas, oficinas etc.;
– Que os trabalhadores com menos de 18 anos não sejam ocupados em trabalhos noturnos;
– Que seja abolido o trabalho noturno das mulheres;
– Aumento de 35% nos salários inferiores a $5000 e de 25% para os mais elevados;
– Que o pagamento dos salários seja efetuado pontualmente, cada 15 dias, e, o mais tardar, 5 dias após o vencimento;
– Que seja garantido aos operários trabalho permanente;
– Jornada de oito horas e semana inglesa;
– Aumento de 50% em todo o trabalho extraordinário.

A greve arranca conquistas importantes.

Hoje é feriado no Estado de SP. Eu defendo feriados pois eles devolvem aos trabalhadores tempo livre, poucas horas que os seus empregadores gostariam de explorar normalmente. Feriado é sempre uma conquista para quem trabalhar.

Historicamente o feriado estadual “comemora” a derrota da elite oligárquica paulista em 1932, na mal nominada “Revolução Constitucionalista”, na verdade uma tentativa de golpe contra o governo federal encabeçado naquele momento por Getúlio Vargas.

Eu prefiro lembrar dessa como uma homenagem a luta da classe trabalhadora por sua emancipação. A iniciativa da lei que determinou o 9 de julho como Dia da Luta Operária é do vereador Antônio Donato, do Partido dos Trabalhadores.

Rambo: geopolítica, história e sociologia

John Rambo e sua faca multiuso, no primeiro filme da franquia.

Nesse carnaval o canal de TV por assinatura decidiu passar os três primeiros filmes da série RAMBO.

A história de John Rambo não é apenas uma franquia de filmes ruim que viraram brinquedos e desenhos animados. É verdade que o primeiro filme é bom em vários aspectos.

Rambo é um dos poucos filmes estadunidenses que conta a história da derrota do exército yankee na guerra do Vietnã pelas forças do General Giap, comandante militar das forças Vietcongs – Frente Nacional de Libertação do Vietnã.

Assistir a trilogia Rambo (o quarto filme é meio picareta) é antes de tudo assistir aulas de geopolítica dos anos 1970/1980. Entre o trauma dos EUA diante formidável vitória do povo vietnamita — um povo que derrotou o maior exército do mundo ocidental e a incursão dos EUA ao apoio das forças reacionárias fundamentalistas do Taliban no Afeganistão, temos nos três filmes uma narrativa de como os EUA refazem a própria história.

Rambo dando joinha no quarto filme da franquia.

O primeiro filme mostra o retorno de um militar das forças especiais em busca de algum destino após a derrota. Vagando pelas entranhas dos EUA é maltratado e pelo poder público (polícia), perseguido e por fim despertado como militar que decide explodir a cidade toda.

O segundo filme, já sob tutela direta do Departamento de Estado, inventa uma missão de resgate de soldados americanos aprisionados. É o pior de todos. É o que consagrou Rambo como “super-herói” que derrota uma divisão de uma exército com um arco e flecha e uma faca militar. Tudo isso para fazer os americanos esquecerem a derrota na guerra. Precisavam derrotar os vietnamitas na ficção.

Forças Vietcongs ocupando a embaixada dos EUA na Queda de Saigon.

O terceiro mostra Rambo indo combater soviéticos no Afeganistão ao lado de Osama Bin Laden. O terceiro filme da série Rambo ficou, após o 11 de setembro de 2001 proscrito da televisão. Era muito embaraçoso para o governo dos EUA explicar os recursos e a assessoria dada aos aos Talibans, chamados na época como “combatentes da liberdade”.

Fuga de americanos e colaboradores na embaixada em Saigon.

Assistir esses filmes é aprender como quem conta a história pode inventar estórias sobre a própria história. A manipulação é tamanha que é capaz de nos EUA ter gente que acredite que quem ganhou a guerra do Vietnã foram as forças estadunidenses.

Forças Vietcongs que derrotaram forças armadas dos EUA.

Lenovo, uma marca para não se comprar

Lenovo

Minha mãe comprou faz 10 meses um computador Lenovo Ideapad 110-14IBR.

O computador é para ela assistir vídeos de trico que ela faz. Ela gosta de aprender novas artes na produção deste artesanato. Ela usa também para ver fotos do neto no facebook e acompanhar notícias. Um dos principais canais que ela acompanha é o #MídiaNinja .

O fato é que ela trata melhor o computador que os filhos.
Numa noite ela fechou o computador. Abriu o computador pela manhã e a tela dele estava trincada. Como? Não houve impacto, choque ou problema de manuseio. Um evidente problema de projeto.

Caçamos os documentos da garantia e localizamos: computador dentro da garantia (e minha mãe havia contratado até garantia estendida). O computador nem está totalmente pago. Minha mãe segue pagando as parcelas no Carrefour.

Achamos a nota, liguei para garantia, enviamos para Indaiatuba o computador. Dias depois me ligam, uma moça do atendimento. Eu estava almoçando depois de uma manhã cheia de aulas. Ela me explica que não vão arrumar o computador, pois foi defeito causado pelo usuário. Explico pacientemente, enquanto minha comida esfria, que ela apenas fechou o computador e depois abriu no dia seguinte. A moça insiste que a engenharia da Lenovo na fábrica em Indaiatuba considerava que não era responsabilidade da garantia o problema. Ela me explica que devemos decidir se mandamos concertar na fábrica ou se levamos para consertar em um técnico de nossa confiança. Creio que essa formulação “técnico de nossa confiança” é um bom exemplo de que a Lenovo não dá para confiar. Peço para ela retornar no dia seguinte, para eu consultar minha mãe, dona do computador. Não ligam. Nada. Nenhum outro contato. Hoje recebo o computador pelo correio com o defeito.

Trata-se de um evidente desrespeito ao usuário. Afinal, para reduzir custos, fazem computadores que estão programados para darem defeitos.

A certeza que posso dizer é que vou enviar para todos os canais de defesa do consumidor essa informação. Jornais, revistas e websites. Vou postar nas páginas das redes sociais oficiais e técnicas. Onde houver um consumidor perguntando “Lenovo é bom?” estará minha mensagem explicando que não.

#Lenovo
#LenovoNuncaMais
#LenovoQuebrafácil
#LenovoNotebook
#LenovoJamais
#LenovoNãodaparaConfiar
#Lenovoehbom?

Salário médio da indústria da China supera o do Brasil e do México

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“O salário médio dos trabalhadores do setor industrial na China já ultrapassou o de países como Brasil e México e está se aproximando da renda média da força de trabalho na Grécia e em Portugal, segundo levantamento da consultoria Euromonitor publicado neste domingo pelo jornal britânico “Financial Times”.

Considerando os trabalhadores chineses como um todo, a renda por hora é superior a de todos os grandes países da América Latina, com exceção do Chile. Em relação aos países menos desenvolvidos da zona do euro, o chinês recebe 70% do salário médio. O salário médio por hora na indústria chinesa triplicou entre 2005 e 2016, para US$ 3,60, segundo o Euromonitor.

No mesmo período, o salário no setor industrial no Brasil caiu de US$ 2,90 para US$ 2,70. No México, a queda foi de US$ 2,20 para US$ 2,10. Os dados foram compilados junto à Organização Internacional do Trabalho, à Eurostat (o órgão de estatísticas da União Europeia) e a agências de estatísticas nacionais.”

(Fevereiro de 2017)

Fonte: jornal Valor Econômico  

Alan Moore, heróis, cinema, quadrinhos e política

AlanMoore

Alan Moore é um dos mais importantes escritores de fantasia que pude ler.

Sua produção literária vai da fantasia aos quadrinhos. Seu impacto na produção de histórias em quadrinhos foi enorme.

Seu trabalho sempre levou os quadrinhos para o terreno da literatura de diferentes gêneros. Obras que superam a infantilidade e predominante no meio. Obras que explorando a ficção, a história, a sexualidade e a fantasia, levaram seis leitores ao ganho de maturidade e de consciência que boas obras literárias produzem.

A Alan Moore sempre criticou os filmes baseados em suas criações. Seu feeling para os estúdios sempre ligou seu “sentido aranha” com algo como “vai dar merda”.

Na declaração do meme deste post, sua crítica vai de encontro direto à crítica ao monopólio dos estúdios de cinema e redes de TVs (e streaming) e o licenciamento de personagens, não mais como histórias, mas fundamentalmente como marcas. Estas marcas se emancipam da suas funções narrativas para virar qualquer coisa vendável ou monetizável. Pode ser capas de caderno, embalagens de shampoos, camisetas, copos e tudo mais que se imaginar. É como a maldição da imortalidade, que em tantas narrativas, heróis e vilões buscam por fim a agonia, que os condena a eternidade, arrastando consciências à um processo de infantilização na cabeça das pessoas.

Dias atrás assisti o Comic Book Men, programa na TV a cabo da  na rede AMC. O programa é sobre a loja de quadrinhos Jay and Silent Bob´s Secret Stash do Kevin Smith. É uma espécie de podcast televisivo misturado com programas de balcão tipo “Trato Feito” (do canal History). Me assombrou. Pois parecia uma conversa que eu teria com amigos aos 14 ou 16 anos de idade. Não aos 40 anos.

Por isso a importância da crítica de Moore. Ler suas obras como Do Inferno (Veneta), A Voz do Fogo (Veneta), V de Vingança (Panini), Watchmen (Panini), Lost Girls (Devir), Monstro do Pântano, entre outras de suas incursões na narrativa gráfica e na literatura levam a transição entre a fase da juventude e a idade adulta.

De algum modo as obras de autores Neil Gaiman, Jiro Taniguchi, Joe Sacco, Antônio Atarriba, Art Spiegelman, Marjane Satrapi e muitos outros que fazem algo parecido. São um tipo de transição entre um momento que hoje os estúdios de filmes com câmeras trêmulas e tremidas (e muito chatas) não querem que seja realizada.

É um investimento pesado, da grande indústria que investe pesadamente num modelo que se parece com um loop temporal, sempre retornando ao começo, para as novas gerações. E isso não me parece nada bom.

A reflexão de Alan Moore sobre a relação da política internacional e a mentalidade mundial, sua infantilização permanente pelos grandes estúdios torne-se um processo em cascata em youtubers, podcasts, blogs e demais meios de reverberação de fãs do universo de ficção, fantasia e quadrinhos. Estamos num mundo que logo mais fará os roteiros de Black Mirror serem apenas comédia.


Veja o documentário do Canal ARTE (em espanhol) clicando aqui.

CRÉDITOS DO MEME: “En La Cabeza de Alan Moore” (La Contracultura – Arte Espanha)
Via: Cultura Nerd, Quadrinhos e um pouco de Justiça!
www.torredevigilancia.com