Vênus de Willendorf

Um dos mais antigos registros artísticos da história humana está a Vênus de Willendorf (ou Mulher de Willendorf), encontrada num sítio arqueológico na Áustria em Willendorf.

Uma das demonstrações materiais da organização social matriarcal do período Paleolítico. O verbete sobre a Sociedade Matriarcal na enciclopédia mundial colaborativa – Wikipédia é bem interessante sobre o tema.

Um pouco da pré-história: “Dominando as Feras”

Para estudar as origens humanas, é bom entender aspectos das relações entre a humanidade e a natureza na sua longa jornada pelo planeta.

Nesse documentário “Antes de Dominarmos a Terra” do diretor Pierre Lespinois produzido pelo canal Discovery vemos o desenvolvimento de nossos antepassados na evolução de animais caçados para caçadores que dominam as feras.

Um milhão e 700 mil anos atrás o mundo estava repleto de desafios mortais, ficar vivo era um desafio. Era caçar ou ser caçado, matar ou morrer. Essa é a história de como nos tornamos o que somos hoje. O gênero humano apareceu pela primeira vez há cerca de dois milhões e meio de anos, descendente de antepassados que a cerca de 6 milhões de anos começaram a andar de modo ereto e essa evolução prosseguiu até o surgimento do “Homo Sapiens” nessa longa jornada da evolução humana.

VIVENDO ENTRE AS FERAS: CAÇAR OU SER CAÇADO!

ANTES DE DOMINARMOS A TERRA: DOMINANDO AS FERAS

História do Brasil – Colônia, por Boris Fausto

Boris Fausto foi professor e procurador da USP. Entre seus livros está uma obra fundamental “A Revolução de 1930”, essencial para entender as transformações ocorridas no final da República Velha, que vão levar ao regime de Getúlio Vargas.

Para os estudantes, seu trabalho fundamental é “História do Brasil”, obra de síntese da história brasileira. Livro de grande porte, com mais de 600 páginas editado pela Editora da Universidade de São Paulo (Edusp) é uma de referência para os formuladores das questões do ENEM e dos principais vestibulares. O livro custa R$ 105,00. Edições usadas podem ser encontradas no site Estudante Virtual a preços mais acessíveis. Há uma edição concisa (reduzida) bem mais barata que ajuda o estudante a ter o domínio da maior parte das informações necessárias para encarar o vestibular.

Em 2002 a TV Educação, canal de TV do Ministério da Educação fez uma fabulosa produção com o próprio  Boris Fausto narrando os principais pontos do livro, com muitas ilustrações. Coisa de primeira.

A cada aula de história do Brasil, vamos explorar os diferentes episódios. Hoje publico o primeiro: Brasil Colônia. Assistam pois vale a pena.

História da América Latina – série de documentários

Navegando num dos sites mais legais da internet, o Archive.org, procurando livros sobre a história das nações das Américas encontrei essa produção documental produzida em 2010.

É uma série de 13 episódios chamada “La História de América Latina”. Está em espanhol. Mas com atenção e dedicação é possível compreender o que é dito. E para quem optou pelo espanhol como  prova de língua estrangeira no ENEM, já vira um pequeno treino.

O primeiro episódio conta a ocupação e o surgimento das cidades e civilizações  originárias (pré-colombianas) no território das Américas.

A séria pode baixar para assistir no celular ou na TV no link do “La História de América Latina” onde você pode assistir toda a série.

No youtube também estão os episódios. Publico abaixo o vídeo do primeiro episódio: “La Historia de América Latina – 01 – Imaginarios Latinoamericanos”:

A música mais antiga

A página da revista Galileo produziu um post muito massa.

No artigo de Ana Freitas ela fala sobre a música mais antiga conhecida:

“Uma coluna greco-romana encontrada na Turquia em 1883 por um engenheiro ferroviário (que inclusive serrou a parte debaixo dela para que sua mulher usasse como um vaso de flores) continha a letra e as notações musicais para aquela que é considerada a canção mais antiga a sobreviver ao mundo moderno.”

Foto da coluna onde estava o registro das notas e da letra da canção.

É como voltar 2000 anos no tempo. A letra da canção traduzida diz:

Enquanto viver, brilhe
Não carregue nenhum pesar
A vida só existe por um curto tempo
E o tempo cobra seu preço

O post publica uma versão instrumental para ouvirmos interpretada por Micheal Levy, músico especializado em canções do mundo antigo.

Escuta aê! Faça uma viagem na história da música:

Leia o  artigo completo de Ana Freitas clicando aqui.

Punir os crimes da Ditadura Militar brasileira

Pude ajudar a organizar e participar no sábado passado de um ato ocorrido no salão da Sociedade Amigos da Vila Maria Zélia, bairro histórico da zona leste de São Paulo.

O “Ato pela punição dos crimes da Ditadura: Justiça para Olavo Hanssen” foi convocados por sindicatos, entidades de direitos humanos, organizações políticas de esquerda e pela Comissão Verdade Rubens Paiva da Assembleia Legislativa de São Paulo presidida pelo deputado Adriano Diogo (PT).

Trata-se de um evento que colocou o dedo na ferida ao levantar o problema: só pode haver memória se houver justiça. E só pode haver justiça se houver punição de todos os crimes realizados por agentes do Estado ou apoiados por agentes do Estado contra cidadãos no período da Ditadura (1964-1985).

Esse é um tema recorrente no ENEM. É um tema que merece a atenção. Nos próximo dias vou postar muita coisa sobre o assunto.

Convido você a dedicar um pouco mais de 80 minutos para assistir esse ato que conta a história desse operário que foi brutalmente assassinado pela ditadura e pelo exemplo deste jovem trabalhador, que teve a vida ceifada por lutar pelos interesses de sua classe social e do povo brasileiro.

Publico abaixo a carta para a presidente Dilma aprovada no ato.

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Aproveito e publico o manifesto aprovado no ato:

CARTA ABERTA À PRESIDENTA DA REPÚBLICA DILMA ROUSSEFF

Nós, familiares de presos e desaparecidos políticos, entidades sindicais, dirigentes políticos, trabalhadores, jovens, acadêmicos e profissionais de distintas atividades, reunidos na tarde de 25 de Maio de 2013, na Vila Maria Zélia, em São Paulo, por ocasião da homenagem ao militante operário Olavo Hanssen, assassinado em maio de 1970 pelos agentes de repressão da ditadura, nos dirigimos à Chefe de Estado Brasileiro para:

 1. Declarar publicamente nosso apoio ao esforço das distintas Comissões da Verdade, que se estabeleceram em todo o País, em apurar as circunstâncias dos milhares de casos de violência cometidos contra o povo brasileiro e identificar os responsáveis pelos crimes praticados pelos agentes da ditadura militar.

2. Rechaçar com veemência as provocações sacadas no depoimento à Comissão Nacional da Verdade pelo facínora torturador Brilhante Ustra, que se permitiu a arrogância de chamar a Presidenta da República de terrorista. O lugar desse criminoso, responsável direto por mais de 60 assassinatos e violências contra milhares de brasileiros é a cadeia e a lata de lixo da História.

3. Sra. Presidenta, exigimos que, como  Comandante em Chefe das Forças Armadas, que faça valer sua autoridade suprema e obrigue o Exército, a Marinha e a Aeronáutica e todos os órgãos governamentais a entregar os arquivos que estão sob seu poder, arquivos estes que revelam não só os crimes perpetrados bem como os agentes, mandantes e executores destes crimes.

4. Clamamos, mais uma vez, para todas as autoridades democraticamente constituídas no País de que os criminosos da ditadura devem pagar perante a Justiça por seus crimes. Não existe anistia aos crimes perpetrados. Não há Justiça sem punição. Cabe ao Poder Executivo dar os meios de que dispõe para tal. O povo tem o direito de ver seus algozes serem julgados e condenados.

5. Estamos alertas e mobilizados. Vamos continuar nossa luta até o fim. Conclamamos a todos para aderir a este chamado.

São Paulo, 25 de maio de 2013

Carta aprovada por aclamação pelos mais de 300 participantes do ato público no salão de eventos da Vila Maria Zélia.

MESA DO ATO PÚBLICO PELA PUNIÇÃO DOS CRIMES DA DITADURA: JUSTIÇA PARA OLAVO HANSSEN

Alice Hanssen da Silva, professora, irmã de Olavo Hanssen; Adriano Diogo, Deputado Estadual do PT, presidente da Comissão da Verdade da Assembleia Legislativa de São Paulo Rubens Paiva;
Henrique Ollitta, Corrente O Trabalho do PT, seção brasileira da 4ª Internacional; Sebastião Neto,
Projeto Memória –Movimento de Oposição Sindical Metalúrgica de São Paulo (MOMSP);
Raphael Martinelli, advogado, antigo sindicalista ferroviário e presidente do Forum Permanente de Ex-presos e perseguidos Políticos de São Paulo; Julio Turra, Executiva Nacional da Central Única dos Trabalhadores –CUT; José Freire, Diretoria do Sindicato dos Químicos do ABC; Oswaldo Bezerra, diretoria do Sindicato dos Químicos de São Paulo;
Rogério Sottili, Secretário de Direitos Humanos e Cidadania da Prefeitura de São Paulo; Ivan Seixas, Comissão da Verdade da Assembleia Legislativa de São Paulo Rubens Paiva; Juliana Cardoso, presidente do Diretório Municipal do PT de São Paulo, vereadora e presidente da comissão de direitos humanos da Câmara Municipal de São Paulo; Paulo Cseh, antigo vice-presidente do Sindicato dos Texteis de São Paulo; Ana Lucia DiGiorgi, antiga militante do PORt; Dulce Muniz, atriz, ex-militante do PORt, Diretora do Teatro Studio Heleny Guariba;
Geraldo Siqueira, ex-deputado e fundador do PT, ex-militante do PORt; Tullo Vigevani, professor, ex-militante do PORt; Franco Farinazzo, funcionário público, ex-militante do PORt; Murilo Leal, professor, ex-militante do PORt, autor do livro “Olavo Hanssen, uma vida em desafio”.

Contatos: hollitta@uol.com.br