Brasil registra aumento de trabalho infantil entre crianças de 5 a 9 anos

Para entender os sinais de uma crise econômica sobre um povo, é preciso olhar para as parcelas mais vulneráveis da sociedade. Crianças, idosos, mães são sempre os seguimentos onde a crise vai pegar rápida e intensamente.

A política desenvolvida de corte das despesas públicas (congelamento de verbas) pelo governo impacta diretamente na vida da ponta mais pobre da sociedade e nos setores mais vulneráveis.

É preciso entender que o grau de civilização de uma sociedade, poderia ser medido pela capacidade de tratar de jovens e crianças com direitos constitucionais elementares, que lhes são negados?

Vejam abaixo a reportagem da EBC sobre o tema.


Brasil registra aumento de trabalho infantil entre crianças de 5 a 9 anos

Debora Brito – Repórter da Agência Brasil

Em todo o Brasil, a mão de obra de crianças e adolescentes ainda é explorada de forma indiscriminada. Seja nos semáforos, nos lixões, em feiras, restaurantes, no campo, em indústrias ou dentro de casa, os direitos à infância e à educação são negados para quase três milhões de crianças e adolescentes no país, de acordo com pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O mapeamento da situação do trabalho infantil mostra que o número de trabalhadores precoces corresponde a 5% da população que tem entre 5 e 17 anos no Brasil. A taxa de crianças economicamente ativas é 20% menor do que o registrado em anos anteriores, mas especialistas alertam que é possível que haja uma interrupção na tendência de queda.

Desde 2013, o país vem registrando aumento dos casos de trabalho infantil entre crianças de 5 a 9 anos. Em 2015, ano da última pesquisa do IBGE, quase 80 mil crianças nessa faixa etária estavam trabalhando e, nas próximas pesquisas, quando elas estiverem mais velhas, podem promover o aumento do número de adolescentes que trabalham. Cerca de 60% delas vivem na área rural das regiões Norte e Nordeste.

Representantes da rede de proteção à infância afirmam que o dado é preocupante e deve ser destacado nas campanhas realizadas para marcar o Dia Internacional contra o Trabalho Infantil, celebrado hoje (12) em todo o mundo. A data foi instituída há 15 anos pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) para promover ações em todo o mundo e mobilizar diferentes atores no combate ao trabalho infantil.

“É inaceitável que crianças de 5 a 9 anos estejam trabalhando. A expressiva maioria delas trabalha com as próprias famílias no cultivo de hortaliças, cultivo de milho, criação de aves e pecuária. São recortes que conhecidos e analisados obrigatoriamente devem subsidiar decisões políticas ou implementação de ações e programas que deem uma resposta a essa grave situação.”, disse Isa Oliveira, socióloga e secretária-executiva do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (Fnpeti), um dos organizadores da campanha no Brasil.

Para o Fórum Nacional, outro ponto que deve ser lembrado durante a campanha é o não cumprimento pelo Brasil da meta firmada junto à Organização Internacional do Trabalho de eliminar todas as piores formas de trabalho infantil até 2016.

Entre as formas mais graves descritas na Convenção Internacional 182, da qual o Brasil é signatário, estão a escravidão, o tráfico de entorpecentes, o trabalho doméstico e o crime de exploração sexual, que, no caso dos dois últimos, vitimam principalmente meninas negras.

“A nossa proposta nesse 12 de junho é questionar o governo sobre o não cumprimento da meta e que essa avaliação do não cumprimento nos dê subsídios para uma tomada de decisão no sentido de reafirmar o compromisso pela prevenção e eliminação do trabalho infantil. O Brasil tem esse compromisso. A proibição do trabalho infantil está na legislação brasileira, em particular na Constituição Federal, disse declarou Isa Oliveira.

Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a meta de erradicação das piores formas foi reagendada para 2020 e a de todas as formas de trabalho infantil para 2025, em acordo firmado com a comunidade internacional na OIT, no âmbito dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável. O ministério ressalta ainda que realizou, de 2006 a 2015, quase 47 mil ações de fiscalização que resultaram na retirada de 63.846 crianças e adolescentes do trabalho e na redução apontada pelo IBGE em 2015.

Legislação

A legislação internacional define o trabalho infantil como aquele em que as crianças ou adolescentes são obrigadas a efetuar qualquer tipo de atividade econômica, regular, remunerada ou não, que afete seu bem-estar e o desenvolvimento físico, psíquico, moral e social.

Segundo a Constituição Federal, é proibido para menores de 16 anos a execução de qualquer trabalho, salvo na condição de aprendiz, a partir dos 14 anos. No caso das atividades de aprendizagem, o trabalho não pode ser noturno, perigoso ou insalubre, mesmo para os maiores de 16 e menores de 18 anos. As atividades de aprendizagem também não devem prejudicar a frequência nem o rendimento escolar do adolescente.

A proibição é reforçada na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que restringe a possibilidade de trabalho a menores de 16 anos apenas a casos autorizados pela Justiça e estabelece os critérios para a contratação de aprendizes. O direito à profissionalização e proteção no trabalho para os aprendizes também está disposto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA )

Riscos

As crianças que trabalham de forma irregular têm o mundo de aprendizado, sonhos, brincadeiras e proteção substituído por uma rotina de responsabilidade, exposição a perigos e risco de traumas.

Segundo a OIT, em todo o mundo cerca de 168 milhões de crianças são obrigadas a trabalhar, sendo que 85 milhões delas estão envolvidas em trabalhos considerados perigosos.

No Brasil, de acordo com o Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde, desde 2007 quase 40 mil crianças e adolescentes sofreram algum tipo de acidente enquanto trabalhavam. Mais de 50% das ocorrências foram graves, o que inclui amputação de mãos e braços e até mortes.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o trabalho infantil também é uma das formas de violência contra a infância e adolescência. Seguindo a classificação internacional de violações, o Ministério da Saúde obriga, desde 2011, a fazer a notificação de casos suspeitos ou confirmados desse tipo de violência no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) pelos profissionais de saúde.

As notificações de 2009 a 2011 apontaram que mais de 800 crianças foram identificadas no Sistema Único de Saúde (SUS) como vítimas de algum tipo de violência relacionada ao trabalho infantil. O número corresponde a 2,8% do total de atendimentos de violência do período. Como nem todos os casos chegam ao conhecimento do sistema de saúde, o índice de abuso contra as crianças trabalhadoras pode ser muito maior.

Desafio da prevenção

O Código Penal brasileiro ainda não tipifica a exploração de mão de obra infantil como crime. Algumas formas de trabalho infantil têm sanção prevista à parte, como a prostituição, considerada crime hediondo e inafiançável, com pena de 4 a 10 anos de prisão em regime fechado. Outras formas de exploração, como o trabalho doméstico, ainda carecem de regulamentação.

Um projeto de lei que criminaliza qualquer tipo de trabalho infantil – exceto os de natureza artística que tiver consentimento judicial – aguarda aprovação da Câmara dos Deputados. O projeto já foi aprovado pelo Senado no fim do ano passado.

Mas, o Fórum Nacional alerta que a maioria das propostas referentes ao assunto que tramitam no Congresso sugere mudanças consideradas como retrocesso pelas entidades civis e pelo Ministério Público do Trabalho, como a redução da idade mínima para permissão de trabalho regular para os 14 anos. A redução da idade, inclusive para o trabalho doméstico, é recomendada por seis Propostas de Emenda à Constituição que tramitam na Câmara.

Mesmo com o rigor conceitual e jurídico que envolve o tema, o país enfrenta dificuldades para colocar em prática medidas efetivas de combate. Segundo avaliação da Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Infantil, o país executou até 2015 apenas metade do total de 133 ações previstas no plano nacional.

Os especialistas explicam que ainda se impõe no país uma tradição cultural que coloca a infância em condição de vulnerabilidade. “Predominam ainda valores culturais que defendem para as crianças pobres o trabalho precoce como uma solução. Quando os dados das estatísticas informam o contrário, quer dizer, trabalho infantil não foi, não é e não será a solução porque ele reproduz a pobreza, a exclusão social e a exclusão escolar”, alerta Isa Oliveira.

A baixa eficácia da política de educação no Brasil e os desafios para geração de renda das famílias mais pobres também são apontados entre as causas para o abandono dos estudos e os altos índices de trabalho infantil.

“A política de educação garante o acesso através da matrícula, mas a permanência e a conclusão na idade certa, no tempo certo, não vêm acontecendo há um tempo. Por outro lado, a política de assistência social – que tem por missão atender famílias em situação de vulnerabilidade e pobreza – também não tem sido eficaz para dar apoio às famílias, para que elas tenham uma renda que seja suficiente para o sustento de seus filhos e não recorram ao trabalho das crianças para complementar a renda”, afirmou a socióloga.

Educação

Uma das estratégias da mobilização internacional deste ano é ressaltar o papel da educação como uma das ferramentas mais eficazes de combate ao trabalho infantil. As ações também enfocarão o combate à pobreza e chamarão a atenção para a situação das crianças refugiadas que são forçadas a trabalhar.

A mobilização brasileira contará com a presença do Nobel da Paz, o indiano Kailash Satyarthi, que lidera a iniciativa global “100 milhões por 100 milhões”. O objetivo da campanha é mobilizar 100 milhões de pessoas na luta pelos direitos de 100 milhões de crianças que vivem em situação de trabalho infantil no mundo.

Ao longo da semana, a campanha promoverá debates no Congresso Nacional, o lançamento de exposição sobre o tema no Ministério Público do Trabalho e apelo nas redes sociais. Entre as ações do governo federal, estão previstas operações de combate ao trabalho infantil pelos fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego, além de palestras e audiências públicas nos estados.

Leia matéria original clicando aqui.

Primeiros passos da história em filmes (Paleolítico e Neolítico)

• 2001 – UMA ODISSEIA NO ESPAÇO  (Stanley Kubrick, 1968)
Filme de ficção cientifica. Mas seus primeiro 16 minutos fazem uma espécie de demonstração do salto evolutivo do nosso antepassado primata para o surgimento da humanidade, com a reflexão de um primata diante da necessidade, para pensar no seu meio e nas formas de ampliar sua força e capacidade de transformação da natureza. Foi criticado por antropólogos. Mas ainda sim, apresenta uma ideia importante sobre o processo da evolução humana. Veja o trecho:

 

• GUERRA DO FOGO (Jean-Jacques Annaud, 1982)
A Guerra do Fogo conta a saga de uma tribo e seu líder, Naoh, que tenta recuperar o precioso fogo recém-descoberto e já roubado.
Na história, o personagem parte para uma jornada através dos pântanos e da neve, onde encontra outras tribos, em estágios diferentes de evolução e desenvolvimento cultural. Os sons e a linguagem embrionária do filme são criações do escritor Anthony Burgess, o mesmo de Laranja Mecânica. O filme foi duramente criticado por antropologos que estudam o desenvolvimento humano, por erros nareconstituição da pré-história. Mas isso não invalida em nada o filme, para entendermos elementos do desenvolvimento humano no paleolíco (idade da pedra lascada) e no neolitico (idade da pedra polida) no caminho para o domínio do fogo pela humanidade. Nesse sentido o filme é uma aula que vale ser assistida. Veja trailler:

• 10.000 a.C. (Roland Emmerich, 2008)
No geral, esse filme é ruim. Cheio de coisas “sem-pé-nem-cabeça”. Ou seja, para ser bem claro: não leve o filme a sério. Mas há passagens nele que são bem interessantes. Uma delas é a ideia trabalho colaborativo na caçada de mamutes. Há também a caçada humana, por parte de uma civilização que escravizava povos de outras regiões. Na história também mostra-se a questão dos estágios culturais diferentes entre povos que viviam numa mesma época. Veja trailler:

Filme completo:

DICAS DE ESTUDO • CURSO DE REDAÇÃO

Profª Ana Paula Dibbern (apdibbern@gmail.com)
Profº Alexandre Linares (ativando.neuronios@gmail.com)
[ Mande suas sugestões, dúvidas, dicas e reclamações! – Pode mandar elogios também! ]

AULA “REDAÇÃO E IDEOLOGIA” 
CONTINUANDO A AULA
Na aula passada, quando debatemos “Redação e Ideologia”, citamos o filme “A Onda”. Esse filme fala sobre como as pessoas podem ser manipuladas sem perceber a manipulação.
O filme A ONDA na sua versão alemã (Die Welle – 2008) pode visto aqui: https://www.youtube.com/watch?v=QBKEi8qamKM
O filme A ONDA em sua versão feita nos Estados Unidos (The Wave – 1982)  pode ser visto aqui: https://www.youtube.com/watch?v=36Rsp2aQnK4
Documentário “A Terceira Onda – Fascismos Na Escola
Um documentário produzido sobre a história original que serviu como base para os filmes citado. Ele foi produzido pelo canal History sobre a experiência levada em uma escola em Palo Alto, na Califórnia (EUA). A descrição do filme ajuda a ver a experiência Em 1967, Ron Jones, um jovem professor de História californiano, criou um estado fascista virtual dentro do seu instituto. O seu objetivo era afastar os seus alunos dos atrativos do totalitarismo e do sentimento de pertença a um grupo. Desta forma pôs em funcionamento uma audaz experiencia social que superou as suas melhores expectativas, ou melhor, os seus piores pesadelos. Os estudantes envolvidos, 30 no princípio, passaram a ser 200. Entre eles cumprimentavam-se de uma forma específica e havia uma série de informantes que agiam como membros da Gestapo. Era, em suma, uma fiel recriação das raízes do Terceiro Reich. O grau de furor que Jones provocou serviu para distanciar os seus alunos de uma crescente onda de relativismo moral, mas à custa dos estudantes ficarem marcados na vida pela lembrança nefasta do que tinham levado a cabo. Esta experiência, denominada como a Terceira Onda, foi um simples episódio na História, mas que nos serve a todos como um alerta permanente.
 
DIREITOS HUMANOS E REDAÇÃO
 
Na aula foram indicados dois documentos fundamentais para definição de parâmetros sobre os Diretos Humanos, úteis para ajudar na formulação de propostas de acordo com o 5º eixo cognitivo da Matriz do ENEM que propõe ao aluno “Elaborar propostas éticas – Recorrer aos conhecimentos desenvolvidos na escola para elaboração de propostas de intervenção solidária na realidade, respeitando os valores humanos e considerando a diversidade sociocultural“.
Recomendamos fortemente a leitura deles para uma compreensão clara deste importante conceito.
Declaração dos Direitos Humanos da ONU
(Aprovada em 1948)
 
Constituição da República Federativa do Brasil (1988)
(Título 2 “Dos Direitos”, artigos 5º ao 17º) 
 
SOBRE A PROPOSTA DE REDAÇÃO
“VIOLÊNCIA SEXUAL CONTRA A MULHER”

Ficamos de mandar as sugestões para estudo em casa e material de apoio para reflexões acerca dos temas das propostas de redação apresentadas nas aulas.

A proposta entregue na última aula “Violência sexual contra a mulher” é um questão social permanente. A questão já esteve presente na redação do ENEM em 2015 cujo tema foi “A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira”.

Na proposta apresentada em aula, há um elemento específico: não é violência em geral, mas a “violência sexual”.

Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), violência sexual é “qualquer ato sexual ou tentativa de obter ato sexual, investidas ou comentários sexuais indesejáveis, ou tráfico ou qualquer outra forma, contra a sexualidade de uma pessoa usando coerção”.

Segundo a “Coordenadoria da Mulher” do Tribunal de Justiça de Sergipe “A violência sexual está baseada fundamentalmente na desigualdade entre homens e mulheres. Logo, é caracterizada como qualquer conduta que constranja a mulher a presenciar, a manter ou a participar de relação sexual não desejada; quando a mulher é obrigada a se prostituir, a fazer aborto, a usar anticoncepcionais contra a sua vontade ou quando a mesma sofre assédio sexual, mediante intimidação, ameaça, coação ou uso da força; que a induza a comercializar ou a utilizar, de qualquer modo, a sua sexualidade.

Essas definições ajudam a encarar o problema de modo mais preciso.

Abaixo, enviamos vários textos para você saber mais sobre o tema e ajudar no domínio do assunto.

Um forte abraço!

Professor Alexandre Linares

SAIBA MAIS!

O que ler para entender mais sobre o assunto? Aqui vão algumas sugestões:

Dossiê violência contra as mulheres – Capítulo: Violência Sexual
Trabalho organizado pela Agência Patrícia Galvão.
http://www.agenciapatriciagalvao.org.br/dossie/violencias/violencia-sexual/

Violência contra a mulher: entenda o que é a cultura do estupro
Artigo de Ana Elisa Santana para o portal da Agência Brasil (2016)
http://www.ebc.com.br/cidadania/2016/06/o-que-e-cultura-do-estupro

• Apenas 35% dos casos de estupro no Brasil são notificados
Reportagem da Revista Época (2016)
http://epoca.globo.com/tempo/noticia/2016/05/apenas-35-dos-casos-de-estupro-no-brasil-sao-notificados.html

Estupro no Brasil, uma radiografia segundo os dados da Saúde (2014)
Estudo do Instituto de Pesquisa Economica Aplicada (IPEA) baseada nos relatórios do sistema de saúde brasileiro.
– Os registros mostram que 89% das vítimas são do sexo feminino e em geral têm baixa escolaridade.
– Do total, 70% são crianças e adolescentes. Em metade das ocorrências envolvendo crianças, há um histórico de estupros anteriores.
– 70% dos estupros são cometidos por parentes, namorados ou amigos/conhecidos da vítima.
http://www.agenciapatriciagalvao.org.br/dossie/pesquisas/estupro-no-brasil-uma-radiografia-segundo-os-dados-da-saude-ipea-2014/

Brasil tem 1 denúncia de violência contra mulher a cada 7 minutos
Reportagem do jornal O Estado de S. Paulo
http://brasil.estadao.com.br/noticias/geral,brasil-tem-1-denuncia-de-violencia-contra-a-mulher-a-cada-7-minutos,10000019981


• Prova em caso de violência sexual: a maior barreira é a ideologia patriarcal, afirma juiz do TJSP
Em entrevista, juiz do Tribunal de Justiça de São Paulo explicando aspectos importantes da questão da interpretação legal de provas e da realidade da mulher vítima de violência sexual
http://www.compromissoeatitude.org.br/prova-em-caso-de-violencia-sexual-a-maior-barreira-e-a-ideologia-patriarcal-afirma-juiz-do-tjsp/


• 
Credibilidade da palavra da vítima como prova de violência sexual
Artigo da juíza Kenarik Boujikian
http://www.compromissoeatitude.org.br/credibilidade-da-palavra-da-vitima-como-prova-de-violencia-sexual-por-kenarik-boujikian/

CASOS COM GRANDE REPERCUSSÃO

• Estupros coletivos e feminicídio: O Caso de Castelo do Piauí
http://www.compromissoeatitude.org.br/estupros-coletivos-e-feminicidio-o-caso-de-castelo-do-piaui/

• Caso Roger Abdelmassih: médico cometia abusos sexuais em clínica de fertilização
http://www.compromissoeatitude.org.br/caso-roger-abdelmassih-medico-cometia-abusos-sexuais-em-clinica-de-fertilizacao/


BAIXE OS ARQUIVOS DAS APRESENTAÇÕES
Os arquivos das aulas estão disponíveis no site:
https://ativandoneuronios.com/curso-de-redacao-maximize/

VEJA AS PROPOSTAS DE REDAÇÃO
Também disponibilizamos os arquivos das propostas de redação:

Como comprar um telescópio?

Faz algum tempo que em lojas de brinquedos, óticas e de equipamentos eletrônicos, estão aparecendo muitos telescópios. Uma boa “moda” de vontade de observação do céu. Toda escola deveria ter telescópios para os estudantes observarem as estrelas.

Mas como toda moda, há o risco de comprar gato por lebre. Há muita coisa ruim sendo vendida.

O site Mistérios do Universo fez um bom artigo sobre o tema, esclarecedor: “Tudo que você precisa saber antes de comprar seu primeiro telescópio“.

Se você quer olhar o céu e buscar enxergar o que o cosmos no mostra, aqui tem algumas dicas.

 

A realidade do sistema penitenciário: ‘Carandiru’ a ‘Prisioneiras’: entrevista com Drauzio Varella

No inicio do ano de 2017 uma crise penitenciária nacional com dezenas de mortes. O assunto saiu da pauta dos meios de comunicação. Mas a questão continua atual e dramática.

No Brasil, podemos nas canções do RAP ouvir a realidade de quem foi privado de liberdade. Mas provavelmente o mais importante narrador do problema é um médico. Drauzio Varela. Desde 1989 esse médico, professor, escritor e comunicador, dedica-se a atuar como médico voluntário no sistema penitenciário.

Autor dos livros como “Estação Carandiru“, que expõe a sua experiência na antiga penitenciária do Carandiru em São Paulo. Em “Carcereiros” ele mostra a realidade dos profissionais do sistema penitenciário. E seu último livro “Prisioneiras” sobre a realidade das mulheres no sistema prisional.

Há ainda outras obras sobre saúde, literatura infanto-juvenil e relatos de viagens.

Nexo Jornal fez uma entrevista muito interessante expondo algumas opiniões de alguém que acompanha o sistema penitenciário de perto. Vale muito assistir. E ler esses seus livros.

Isso não significa concordar com todas as opiniões sobre todos os assuntos, evidentemente. No vídeo formula sua opinião internações compulsórias de dependentes químicos. Questão que foi usada pelo prefeito da cidade de São Paulo na operação higienista. O autor desautorizou o prefeito e a prefeitura.

Outro assunto que o Drauzio Varela em sua coluna no jornal Folha de S.Paulo, foi a crítica a “onda antivacina”, iniciativa de pais que recusam vacinar seus filhos numa onda obscurantista contra a saúde pública e ciência.