11 mil candidatos do Sisu mudaram de Estado para estudar em 2011

Imteressante matéria apresentando os dados do SISU referentes ao deslocamento dos estudantes aprovados nas universidades federais com o ENEM.

Este ano, 11.432 jovens brasileiros deixaram casa, cidade e Estado onde viviam para estudar em instituições públicas de ensino superior que utilizaram o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) nas matrículas. Eles representam 15% do total de 76.712 alunos matriculados pelo sistema que distribui vagas em instituições federais a partir das notas dos candidatos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Dados de um estudo realizado pelo MEC para entender a movimentação dos estudantes brasileiros pelo País depois do Sisu – e obtidos com exclusividade pelo iG – mostram que a taxa de jovens que trocou de Estado para estudar caiu 40% entre 2010 e 2011. Na primeira seleção feita pelo sistema, em janeiro de 2010, a proporção foi maior.

No primeiro semestre do ano passado, de cada 10 universitários que se matricularam nas vagas oferecidas pelo Sisu, quatro optaram por estudar em outros Estados. Em números absolutos, eles somaram 8.353, 25% do total de matriculados. O MEC espera que a seleção unificada estimule essa movimentação.

A possibilidade de o estudante escolher, sem sair de casa, vagas em instituições em diferentes cantos do País foi alardeada pelo Ministério da Educação e por diversos reitores como uma das maiores vantagens do Sisu. Segundo eles, a mobilidade contribui para a formação dos universitários e dá às instituições a chance de atrair talentos de outros lugares.

Leia a reportagem do IG completa clicando  “11 mil candidatos do Sisu mudaram de Estado para estudar em 2011“.

A importância da Assistência Estudantil para os estudantes nas universidades públicas

Publico um texto que acabo de ler e recomendo para todos os pré-vestibulandos.

O direito a estudar não é apenas acesso a universidade, mas as condições de estudar na universidade.

É disso que se trata a assistência estudantil. Não basta apenas uma universidade gratuita é preciso de assistência ao estudante para que consiga estudar plenamente.

Moradia, alimentação, bolsas de iniciação científica, estrutura esportiva, atendimento médico… Tudo isso é parte da Assistência Estudantil. Leiam o texto Carlos Henrique,  estudante da USP e diretor de assistência estudantil da UEE-SP

Foto aérea do Conjunto Residencial da USP, popular CRUSP,
moradia para os estudantes da Universidade de São Paulo

Foto de uma refeição do Bandejão Central da USP que é gratuito
para bolsistas e o preço para não bolsistas é de R$ 1,90.

Discutindo Assistência Estudantil

Carlos Henrique Leite e Silva – carlos.henrique2901@gmail.com
Diretor de Assitência Estudantil da União Estadual dos Estudantes de São Paulo e estudante de História/USP

O tema da assistência estudantil é recorrente nas mobilizações dos estudantes Brasil a fora. Não é a toa. Ela interfere na formação dos estudantes, nas condições para o mesmo continuar na universidade, na sua vida pessoal e social. Por isso, a concepção de assistência estudantil deve ser melhor debatida e ser entendida de uma forma mais ampla, que não se limite aos bandejões e moradias estudantis.

Afinal, o que é a assistência estudantil? Em suma, ela compreende política públicas para enfrentar qualquer obstáculo que o estudante possa ter para a conclusão do seu curso. Nesse sentido, além das pautas fundamentais (e essenciais), como Bandejão (seja pela construção de mais restaurantes universitários ou pelo barateamento do preço da refeição), mais moradias estudantis, a luta por mais bolsas, essa política inclui questões tão importantes quanto: como o acesso a informação e ao conteúdo das aulas ministradas nas universidades (na prática, o acesso aos livros e textos dado pelos professores ou à internet) e a questão da saúde do aluno, como os Hospitais Universitários, Centro de Práticas Esportivas (clubes com piscina, quadras, academia) e assistência em tratamentos de problemas psicológicos, dentários etc.

Uma coisa básica para se fazer uma boa graduação é ler os textos exigidos pelos professores. É impossível fazer uma prova sem discutir as leituras obrigatórias. E para isso é preciso ter em mãos os benditos textos.

Para muitas pessoas é bem simples resolver o problema: ir até o xerox e fazer as cópias pedidas pelos professores. Mas será que todo o estudante tem condições de tirar as cópias. É uma reflexão que fiz quando fui atrás da apostila da disciplina de História Moderna II do curso de História da Universidade de São Paulo – USP (minha universidade) e descobri que ela custa R$ 120,00 (num semestre!). Sem contar os gastos com apostilas das outras matérias e livros para fazer seminários, trabalhos e leituras complementares.

Clique aqui e leia o texto completo na página do Seminário Nacional de Assistência Estudantil da União Nacional dos Estudantes.