Em 2012, quase 3 mil brasileiros foram libertados da escravidão

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Matéria divulgada pelo site 
Repórter Brasil mostra que a escravidão, mesmo 125 anos após a abolição, segue assustadoramente presente no Brasil.

Segundo a matéria:

Números divulgados nesta segunda-feira (13) pela Divisão de Fiscalização para Erradicação do Trabalho Escravo (Detrae), órgão do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), indicam que no Brasil 2.849 trabalhadores foram resgatados de condições análogas às de escravo no ano de 2012. Os resgates decorreram de 255 ações de fiscalização, ao todo, realizadas pelo MTE. O total representa aumento de 14,3% na quantidade de casos de escravidão contemporânea no ano de 2011, quando houve o flagrante de 2.491 vítimas. O ano passado também superou a marca de 2010, que contabilizou 2.628 pessoas resgatadas.

Leia a matéria completa clicando aqui.

Histórias do Brasil: “Antes do Brasil – Cabo Frio, 1530,”

O trabalho produzido pela TV Brasil chamado Histórias do Brasil é um feito extraordinário. Uma produção jamais feita de pequenas histórias da História do Brasil misturando reconstituição de primeira com depoimento de importantes historiadores. Um feito digno de nota e cujo obrigação nossa é difundir. Nos próximos dias, coloco um vídeo por dia aqui.

Antes do Brasil — Cabo Frio, 1530

O primeiro episódio, Antes do Brasil — Cabo Frio, 1530, mostra a necessidade e a fragilidade das relações humanas na nova terra. Acreditando tratar-se de um francês, um grupo de índios Tupinambás captura o alemão Franz Hassen. E como os franceses são considerados inimigos da tribo Tupinambá, o alemão pode ser devorado pelos índios. A única saída para Franz é convencer Pero Dias, um português ganancioso que vive entre os índios, a desfazer a confusão. A disputa por riquezas naturais e pela honra permeia a história de um povo feito de pessoas muito diferentes e isso é visível neste primeiro capítulo da série Histórias do Brasil.

Para saber mais: http://tvbrasil.org.br/historiasdobrasil/

Cadê os negros e índios da São Paulo Fashion Week?

Interessante texto sobre o mundo da moda e a participação dos “modelos” da moda. “Modelo” é um conceito curioso.  É quem dita a moda. O mercado dita “modelos” para tudo. É parte da lógica do sistema capitalista que impõe na boa definição da jornalista e escritora canadense Naomi Klein “a tirania das marcas”.

O Brasil tem rosto. O censo nacional de 2010 realizado pelo IBGE encontrou o Brasil sendo composto por 91 milhões de brancos, 82,2 milhões de pardos, 14,5 milhões de negros, 2,1 milhões de amarelos e 817 mil indígenas. E a propaganda esconde a rosto do Brasil pois ele é exageradamente fora do “target” (alvo, objetivo, diria o dicionário). Isso tem motivo, a cara da maioria do povo brasileiro é cara de trabalhadora que mistura a origem africana, imigrante euro-asiática e indigena para ralar todos os dias.

Do Blog Viva Mulher, da minha amiga Maíra Kubík Mano

Em 2008, o Ministério Público de São Paulo abriu inquérito para investigar uma possível discriminação racial na São Paulo Fashion Week (SPFW). À época, apenas 3% dos modelos que participavam do evento eram afrodescendentes, negros ou indígenas. Meses depois, a organização da SPFW aceitou assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) em que se comprometia a estimular as grifes a cumprir uma cota de 10% desses modelos por desfile. O TAC funcionou bem… até o mês passado, quando “vencia” sua validade. Com o fim da obrigatoriedade de o evento promover as cotas, o que se viu nas passarelas foi uma nova onda branca.

A denúncia foi feita hoje pelo jornal Folha de S.Paulo, em matéria de Nina Lemos e Vitor Angelo. Algumas grifes, segundo eles, tinham apenas uma modelo, que se repetia em todas: a top Bruna Tenório, descendente de indígenas. Outras “até colocaram” alguns negros, mas longe dos 10% estabelecidos pelo MP.
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Índios protestam contra criminalização e maus tratos policiais

Quando pergunto o que define o Brasil em uma aula as opiniões em geral partem da tradicional visão do país do Carnaval, Futebol e Samba.

Algumas opiniões falam de outros temas como Violência, Injustiça e Corrupção.

Outros falam também da Criatividade e da Originalidade.

Mas quem se lembra do Brasil como terra das populações indígenas?

Índios protestam contra criminalização e maus tratos policiais

Além de protestar contra as grandes obras federais que causam impacto em comunidades indígenas, outro problema que será apontado pelas lideranças indígenas reunidas no Acampamento Terra Livre, a partir desta segunda-feira, em Brasília, será o chamado processo de criminalização de líderes que, segundo os índios, é crescente e generalizado no país. Eles reclamam que os líderes da luta indígena sofrem constantemente acusações de crimes de forma individualizada. Lideranças ligadas ao Conselho Indigenista Missionário (Cimi) reclamaram que essa ação acaba emperrando o movimento de luta pelos direitos.

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Um pouco da história do Bacalhau

Esse pequeno artigo da médica Fátima Oliveira é muito esclarecedor sobre o Bacalhau, sua história e suas tradições. Merece ser lido.

O bacalhau e o Vaticano

por Fátima Oliveira, em O TEMPO
Médica – fatimaoliveira@ig.com.br

Minhas lembranças da Semana Santa, ou “Dias Grandes”, são um misto de proibições (o jejum) e comidas deliciosas. Na Quaresma, era seguindo à risca o preceito de não comer carne na Quarta-feira de Cinzas e em nenhuma sexta-feira naqueles 40 dias. Já foi pior.

A sentença mercantilista do Vaticano era não comer carne todos os dias da Quaresma. Era uma semana inteirinha dedicada a guardar contritamente a dor sofrida por Jesus Cristo, com rezação, mortificação e silêncio, pois nem o rádio podia ser ligado. Criança que fizesse alguma danação poderia contar como certa a reprimenda no rompimento da Aleluia.

Dando um tempo ao mundo das lembranças, tentei descobrir por que o bacalhau (em latim: baccalarius) reina na culinária dos “Dias Grandes”. Antes, o que é bacalhau? É o nome de peixes do gênero Gadus, da família Gadidae. Chamam de bacalhau cinco peixes após a salga e a secagem (cura).

Quatro deles são das águas gélidas do oceano Ártico (Noruega, Canadá, Rússia, Islândia e Finlândia): o cod Gadus morhua (o verdadeiro bacalhau), conhecido como “cod” ou do Porto, o Saithe, o Zarbo e o Ling. O quinto é o cod Gadus macrocephalus, do Pacífico, ou do Alasca.

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