Um fantasma ronda a Europa – Pedro Juan Gutiérrez

Excelente artigo publicado no Caderno Aliás do jornal O Estado de S.Paulo. Um testemunho da crise na Europa. Muito útil para quem está se preparando para o ENEM.

Um fantasma ronda a Europa – Pedro Juan Gutiérrez

À primeira vista não observamos nada. Caminhamos pelo centro de Madri e tudo parece bem. Milhares de pessoas comprando nas lojas, bares e restaurantes lotados, alguns mendigos pedindo esmola, a agitação normal costumeira.

É preciso ir mais fundo para entender o que está de fato ocorrendo. O Ministério da Economia da Espanha acaba de comunicar que “o primeiro grande ano de crescimento desde o início da crise, em 2007, será 2019 “. Aí então o PIB crescerá acima dos 3%. Somente a partir de 2017 é que o desemprego começará a diminuir. A taxa de pessoas desempregadas neste momento está acima dos 27%, ou seja, são mais de 5 milhões de espanhóis sem trabalho.

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A droga, o tráfico e a lavagem do dinheiro – Andreu Camps

Em 24 de fevereiro de 1995, a imprensa espanhola publicou a notícia que o Tribunal de Justiça da União Européia decidiu que a lei sobre o controle de trocas na Espanha era contraditória com a diretriz da própria União Européia – UE, que liberalizava o movimento de capitais.

Essa lei autorizava a sair da Espanha até 40 mil dólares sem autorização prévia. A diretriz européia ‘Liberaliza” o montante das somas que podem sair sem controle representa, sem dúvida, uma arma temível para facilitar a lavagem de dinheiro da droga e da fraude. Esta decisão do Tribunal de Justiça europeu foi tomada no momento em que os antigos responsáveis pela luta anti-terrorista na Espanha, responsabilizados por terem constituído os GAL1 são acusados de terem enviado clandestinamente à Suíça cerca de 1,6 milhão de dólares para pagar seus capangas. A sentença do tribunal europeu reduz a nada as conseqüências penais da lei que eles transgrediram. Este episódio mostra de uma maneira exemplar a ligação existente entre a “liberalização” do sistema financeiro e a multiplicação de toda ordem de delitos de lavagem de dinheiro “sujo” e fraudes.

Essa relação entre o funcionamento do sistema financeiro internacional, o tráfico e a lavagem de dinheiro da droga está no centro do problema da droga que se tenta apresentar como sendo uma questão entre os que defendem a legalização (em diferentes níveis ou completamente) e os que defendem sua proibição. Existe um ponto comum entre os porta-vozes desta cruzada moderna: trata-se de retirar a responsabilidade maior que o sistema financeiro internacional, e portanto os diferentes governos, têm no desenvolvimento deste tráfico que tomou proporções monstruosas. Esse tráfico está na origem de inúmeras tragédias para setores inteiros da população submetidos ao seu flagelo, enquanto os diferentes governos utilizam politicamente e tiram proveito financeiro.

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Compreender a Dívida Pública européia para entender a Crise na Europa

Um pequeno e simples vídeo que explica a origem da dívida pública dos países europeus. Vale a pena entender o significado da perda de soberania sobre a economia e a perda do controle nacional do Banco Central.  O vídeo produzido na França e legendado em Portugal.

Nova geração pode ficar ‘traumatizada’ pela falta de empregos, diz OIT

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) alertou nesta terça-feira para os riscos de uma geração de jovens “traumatizada” pelo agravamento da crise mundial.

Segundo um relatório da instituição, os jovens podem sofrer o impacto do desemprego alto nas economias mais avançadas e do aumento do número de trabalhadores pobres nos países em desenvolvimento.
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O relatório “Tendências Mundiais do Emprego Juvenil” de 2011 indica que além de criar “um mal-estar social provocado pelo desemprego e trabalhos precários, a crise pode resultar em salários mais baixos no futuro”.

“Esta frustração coletiva dos jovens foi um dos motores dos movimentos de protestos que ocorreram neste ano em todo o mundo. Tornou-se cada vez mais difícil para os jovens conseguirem algo diferente de um trabalho por meio período ou temporário”, diz a organização, que cita como exemplo as revoltas da primavera árabe.

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