Madame Satã – O Importante é Ser Eu e Não o Outro

Um dos lugares mais legais de São Paulo, num documentário resgatando sua história e sua importância.

Em vinte e um de outubro de 1983, na Rua Conselheiro Ramalho, 873, nasceu o Restaurante Cultural Madame Satã. Uma revolução na noite paulistana. A partir do sonho de dois irmãos – um deles ex-seminarista – e de duas irmãs, que participavam de teatro mambembe nas periferias da cidade, a casa começou a surgir. Continuar lendo

Cultura indiana no Centro Cultural Banco do Brasil em São Paulo

Via UOL Entretenimento:

Objetos, imagens e 350 peças da cultura indiana são exibidas a partir desta terça-feira (14), no CCBB em São Paulo. Com curadoria de Pieter Tjabbes, a exposição que já passou pelo Rio de Janeiro, fica em cartaz de 13 a 29 de abril e depois é levada para Brasília.

“Índia” é dividida em três temas: “Homem”, “Deuses” e “Formação da Índia Moderna”. Na primeira delas, “Homem” são encontrados objetos do cotidiano indiano, tanto rural quanto urbano e abrange desde instrumentos musicais até pinturas.

Em “Deuses”, divindades de religiões indianas como o budismo, islamismo, hinduísmo e catolicismo são apresentadas também em forma de objetos e imagens. E para finalizar, a “Formação da Índia Moderna” mostra fotografias, peças de mobiliário e como é a vida no país atualmente.

“ÍNDIA”
Onde:
Centro Cultural Banco do Brasil (Rua Álvares Penteado, 112, Centro – São Paulo. Tel.: 0/xx/11 3113.3651)
Quando: de 14 de fevereiro a 29 de abril (de terça a domingo das 9h às 21h)
Entrada franca

“Nossa, Nossa”… “O pop não poupa ninguém”

Os fenômenos culturais são algo interessante. Como explicar como encaramos as músicas que fazem sucesso?

Lembrei-me das críticas ao sucesso da Banda Mais Bonita da Cidade quando Oração virou o hit mais tocado do momento. Um música em que cabia até uma penteadeira.

O mesmo se dá com o Michel Teló.

Eu não conhecia a música “Ai se te pego” do Michel Teló.

Escutei pela primeira vez, em francês, no Trabalho Sujo de meu xará Alexandre Matias, nessa versão aqui:

 

Por acaso, eu tinha comprado a Revista Época que dava a capa ao cantor. Mas não lí a matéria. O assunto não me interessava. Queria ler a entrevista com o Umberto Eco assumindo que estava lendo livros eletrônicos.

Mas as redes sociais, a temperatura aumentava. Como uma febre. Versões e mais versões pipocam. Entre meus amigos roqueiros, a palavra “lixo” era a qualificação mais usada.

Mas com um pouco de conversa percebemos que se trata de um raiva inicial. Na verdade, uma certa generalização, sem sentido e sem conteúdo daquilo que a jornalista Bia Abramo definiu como “bom-gostismo”.

Não se trata de uma boa música.

É uma música cientificamente construída para dar certo. É uma canção da velha industria cultural, adaptando-se as novas formas de gerar receita para para o mercado fonográfico ainda buscando fontes de receitas pós-internet.

Mas há três críticas de jornalistas culturais que merecem ser lidas. A primeira é “Michel Teló exporta a sanfona de Luiz Gonzaga para o mundo” do Pedro Alexandre Sanches , de onde tirei o título para essa nota. Depois o artigo “Sertanejos universais” de Luís Antônio Giron, a partir das críticas que a revista Época recebeu sobre a capa que deu ao músico. Por fim, “Porque eu amo Michel Teló” de Alex Antunes no seu blog o dedo do meio é a mensagem.

Para quem não gosta de Michel Teló, vale a pena ler. Para quem gosta também vale a pena ler. Agora, para quem é fã de boa crítica, é obrigatória a leitura.

Veja, se trata de um fenônemo no mínimo curioso. Até soldados do exército de Israel, pegos dançando. Esses são espertos, pois dançar é melhor que oprimir palestinos:

E o mais interessante é que as piadas e versões não vão parar. Ou seja, vamos dar muitas risadas ainda.

A que mais gostei foi a Dart Vader:

Cultura: O funk e a juventude pobre carioca – Bia Abramo

Hoje conversando com minha amiga Carol Pinho, professor no Gama, cidade-satélite do Distrito Federal, ela me contou que ao propor um projeto de dança na Escola onde trabalha, no debate pedagógico, levantaram a necessidade de proibir o Funk como parte da dança. É um típico absurdo. Não faz sentido proibir algo que é curtido pela juventude. Na música e na arte não existe proibido. É a liberdade de opinião e expressão que deve imperar. Recomendo muito a leitura do artigo da jornalista Bia Abramo, um exelente texto sobre a questão.

Cultura: O funk e a juventude pobre carioca


O funk, assim como a axé-music, o rap e a chamada música sertaneja, sofre os efeitos de uma espécie perversa de exclusão estético-ideológica do que se chama de MPB

por Bia Abramo*

É sempre assim: quando alguma manifestação cultural criada pela juventude pobre rompe as barreiras sociogeográficas e passa a aparecer com destaque em meios de comunicação, a primeira reação é de alarme, choque e desconfiança. Assim aconteceu com o punk paulistano no final da década de 70, assim também foi recebido o rap da periferia de São Paulo ali pelo meio da década de 80 e não é de se espantar que tenha voltado a ocorrer no final de 2000 com o funk carioca. Seus músicos e compositores vêm dos morros e favelas do Rio de Janeiro, seu público – que nas letras é caracterizado como composto por popozudas, tigrões, tchutchucas – é original também. Enquanto as músicas com batida monocórdica e refrões repetitivos (“tá dominado/tá tudo dominado”) saíam de quase todas as rádios, TVs e barraquinhas de CDs piratas espalhadas pelas cidades brasileiras, uma onda de horror moralista seguiu-se à invasão do funk.

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Um pouco da história do Bacalhau

Esse pequeno artigo da médica Fátima Oliveira é muito esclarecedor sobre o Bacalhau, sua história e suas tradições. Merece ser lido.

O bacalhau e o Vaticano

por Fátima Oliveira, em O TEMPO
Médica – fatimaoliveira@ig.com.br

Minhas lembranças da Semana Santa, ou “Dias Grandes”, são um misto de proibições (o jejum) e comidas deliciosas. Na Quaresma, era seguindo à risca o preceito de não comer carne na Quarta-feira de Cinzas e em nenhuma sexta-feira naqueles 40 dias. Já foi pior.

A sentença mercantilista do Vaticano era não comer carne todos os dias da Quaresma. Era uma semana inteirinha dedicada a guardar contritamente a dor sofrida por Jesus Cristo, com rezação, mortificação e silêncio, pois nem o rádio podia ser ligado. Criança que fizesse alguma danação poderia contar como certa a reprimenda no rompimento da Aleluia.

Dando um tempo ao mundo das lembranças, tentei descobrir por que o bacalhau (em latim: baccalarius) reina na culinária dos “Dias Grandes”. Antes, o que é bacalhau? É o nome de peixes do gênero Gadus, da família Gadidae. Chamam de bacalhau cinco peixes após a salga e a secagem (cura).

Quatro deles são das águas gélidas do oceano Ártico (Noruega, Canadá, Rússia, Islândia e Finlândia): o cod Gadus morhua (o verdadeiro bacalhau), conhecido como “cod” ou do Porto, o Saithe, o Zarbo e o Ling. O quinto é o cod Gadus macrocephalus, do Pacífico, ou do Alasca.

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Visões – Paisagens Surreais – Exposição de Pedro de Kastro

Uma dica: exposição gratuita no Museu Brasileiro da Escultura (MuBE) do genial Pedro de Kastro .

Veja uma pequena amostra do trabalho deste artista. O trabalho abaixo chama-se “A Avenida”, uma visão ficcional/apocalítica da Av. Paulista.

Quem quiser conhecer mais pode acessar o site dele clicando aqui. Ou visitar a exposição grati. Veja abaixo nota divulgada no site Catraca Livre.

O artista português Pedro De Kastro, radicado no Brasil há quase 10 anos, tem sua exposição “Visões – Paisagens Surreais a Bico de Pena e Gravuras em Metal”, no  Museu Brasileiro de Escultura (MuBE). A mostra fica em cartaz entre os dias 7 e 29 de abril. Dia 7, aberto apenas para convidados. Nos demais dias, a entrada é Catraca Livre.

Pedro De Kastro resgata em seus universos obsessivamente detalhados, com vários desenhos dentro de um só, a mais antiga tradição de gravura em metal exatamente como era executada há mais de 300 anos atrás na Europa, uma sofisticada técnica praticamente desconhecida para o grande público brasileiro.

O público encontrará em “Visões”  uma poderosa e atual mensagem sociológica, ecológica e política, transmitida de forma peculiar através de uma inusitada forma de desenho, fazendo-nos refletir no rumo do nosso Planeta Terra e no Futuro da Humanidade.

Fonte: Catraca Livre.