Viver entre os 1% – Michael Moore

Amigos,

Há 22 anos, que se completam nesta terça-feira, estava com um grupo de operários, estudantes e desempregados no centro da cidade onde nasci, Flint, Michigan, para anunciar que o estúdio Warner Bros, de Hollywood, comprara os direitos de distribuição do meu primeiro filme, “Roger & Me”. Um jornalista perguntou: “Por quanto vendeu?”

“Três milhões de dólares” – respondi com orgulho. Houve um grito de admiração, do pessoal dos sindicatos que me cercava. Nunca acontecera, nunca, que alguém da classe trabalhadora de Flint (ou de lugar algum) tivesse recebido tanto dinheiro, a menos que um dos nossos roubasse um banco ou, por sorte, ganhasse o grande prêmio da loteria de Michigan.

Naquele dia ensolarado de novembro de 1989, foi como se eu tivesse ganho o grande prêmio da loteria – e o pessoal com quem eu vivia e lutava em Michigan ficou eufórico com o meu sucesso. Foi como se um de nós, finalmente, tivesse conseguido, tivesse chegado lá, como se a sorte finalmente nos tivesse sorrido. O dia acabou em festa. Quando se é trabalhador, de família de trabalhadores, todos cuidam de todos, e quando um se dá bem, ou outros vibram de orgulho – não só pelo que conseguiu ter sucesso, mas porque, de algum modo, um de nós venceu, derrotou o sistema brutal contra todos, sem mercê, que comanda um jogo cujas regras são distorcidas contra nós.

Nós conhecíamos as regras, e as regras diziam que nós, ratos das fábricas da cidade, nunca conseguíamos fazer cinema, ou aparecer em entrevistas na televisão ou conseguíamos fazer-nos ouvir em palanque nacional. A nossa parte deveria ser ficar de bico calado, cabeça baixa, e voltar ao trabalho. E, como que por milagre, um de nós escapara dali, estava a ser ouvido e visto por milhões de pessoas e estava ‘cheio de massa’ – santa mãe de deus, preparem-se! Um palanque e muito dinheiro… agora, sim, é que os de cima vão ver!
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Eu não vou me mover – Ou quando a mentira tem perna curta

Um filme que demonstra como o discurso de defesa dos direitos humanos nos outros países se tornou uma arma para atacar e invadir outros países em nome da liberdade que não se pratica em sua própria nação. Um curta metragem que denúncia a hipocrisia do imperialismo estadunidense com a participação de Barack Obama e Hilary Clinton de um lado falando mentiras e de outro o povo dos EUA mostrando a verdade.

O “Filho de África” reclama as jóias da coroa de todo um continente – John Pilger


Sudão do Sul, país recém criado. A 14 de Outubro, o presidente Barack Obama anunciou o envio de forças especiais americanas para a guerra civil do Uganda. Nos próximos meses, tropas de combate americanas serão enviadas para o Sudão do Sul, Congo e República Centro-Africana. Obama assegurava também, satiricamente, que estas apenas “actuarão” em “auto-defesa”. Com a Líbia securizada, está então em marcha uma invasão americana do continente africano.

A decisão de Obama é descrita pela imprensa como “bastante invulgar”, “surpreendente” e até como “esquisita”. Nada está mais longe da verdade. É a lógica própria à política externa americana desde 1945. Recordemos o caso do Vietname. A prioridade era então fazer frente à influência da China, um rival imperial, e “proteger” a Indonésia, considerada pelo presidente Nixon a “maior reserva de recursos naturais da região” e como “o maior prémio”. O Vietname estava simplesmente no caminho dos EUA; a chacina de mais de 3 milhões de vietnamitas e a destruição e envenenamento daquela terra era o preço a pagar para alcançar este objectivo. Como em todas as invasões americanas posteriores, um rastro de sangue desde a América Latina até ao Afeganistão e ao Iraque, a argumentação era sempre a da “auto-defesa” e do “humanitarismo”, palavras há muito esvaziadas do seu significado original.

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O Sonho Americano – documentário em desenho animado

O Sonho Americano (2011)

(The American Dream EUA, 2011, 30 min. – Direção:Tad Lumpkin e Harold Uhl)

“O SONHO AMERICANO é um filme de animação de 30 minutos que mostra como somos enganados pelos elementos mais básicos do nosso sistema de governo. Todos nós nos esforçamos para atingir o “sonho americano”, e esse filme mostra por que nosso sonho está ficando cada vez mais longe. Você sabe como seu dinheiro é criado? Ou como funciona a banca? Por que os preços da habitação disparam e depois afundam? Você sabe o que é o Sistema da Reserva Federal e como ele afeta você todos os dias? O SONHO AMERICANO tem um olhar divertido e real sobre como os problemas que temos hoje não são novidade, e por que os grandes líderes ao longo da nossa história nos alertaram e lutaram contra o tipo do atual sistema financeiro que temos na América de hoje. Você será desafiado a investigar algumas instituições muito arraigadas e poderosas, e encorajados a ajudar a mover a nossa nação de volta ao trilho.”

Confusões? Ou como os estadunidenses nos enxergam…

Durante um fórum empresarial realizado em Manaus (AM) o Arnold Schwarzenegger, o bem conhecido ator de Exterminador do Futuro entre tantos outros filmes se “confundiu”… Como tantos outros políticos dos EUA.

Schwarzenegger é detestado pelos estudantes da Califórnia pois foi o governador que mais cortou os orçamentos públicos para a educação. Isso causou um aumento dramático do custo de matrícula nas universidades públicas da Califórnia. Faz jus ao antigo papel no cinema, de fato, para milhares de estudantes no EUA (estadunidenses e imigrandes), ele é um verdadeirou exterminador de futuro.

Veja a série completa de fotos tirando onda Arnold no UOL Imagens.