Nova geração pode ficar ‘traumatizada’ pela falta de empregos, diz OIT

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) alertou nesta terça-feira para os riscos de uma geração de jovens “traumatizada” pelo agravamento da crise mundial.

Segundo um relatório da instituição, os jovens podem sofrer o impacto do desemprego alto nas economias mais avançadas e do aumento do número de trabalhadores pobres nos países em desenvolvimento.
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O relatório “Tendências Mundiais do Emprego Juvenil” de 2011 indica que além de criar “um mal-estar social provocado pelo desemprego e trabalhos precários, a crise pode resultar em salários mais baixos no futuro”.

“Esta frustração coletiva dos jovens foi um dos motores dos movimentos de protestos que ocorreram neste ano em todo o mundo. Tornou-se cada vez mais difícil para os jovens conseguirem algo diferente de um trabalho por meio período ou temporário”, diz a organização, que cita como exemplo as revoltas da primavera árabe.

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Revolta, injustiça e destruição

Ônibus é incendiado na avenida Jacu-Pêssego na zona leste de SP

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MARTHA ALVES
DE SÃO PAULO

Manifestantes atearam fogo a pneus e a um ônibus biarticulado na avenida Jacu-Pêssego, na região de Itaquera, zona leste de São Paulo, por volta das 21h30 de sexta-feira (20). As menos cem pessoas participaram do protesto, que interditou totalmente a avenida.

Segundo a Polícia Militar, manifestantes cercaram o ônibus, obrigaram o motorista e o cobrador a descerem e atearam fogo no coletivo. Quatro equipes do Corpo de Bombeiros estiveram no local para apagar o fogo, mas o ônibus ficou destruído.

Manifestantes disseram que o motivo do protesto era a morte de um adolescente na madrugada de sexta-feira após ação da polícia na favela do Caboré. A Polícia Militar não soube informar o motivo do protesto.

Por volta das 4h deste sábado, a avenida Jacu-Pêssego continuava totalmente interditada no sentido rodovia Ayrton Senna. Segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), não há previsão de liberação do trecho porque aguarda que a subprefeitura da região faça a limpeza da avenida.

A opção para o motorista é um desvio pela avenida Ragueb Chohfi.

Fonte:  Folha de S.Paulo.

Uma visão do Egito, diretamente das ruas do Cairo

Manifestantes no Cairo: “Fora Moubarak”

O professor Mamede Jarouche, do departamento de linguas orientais (árabe) da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP está no Egito. Reconhecido com um dos maiores pesquisadores brasileiros da literatura árabe, tradutor da mais recente e completa edição da “Mil e uma noites”, o professor Mamede está no Egito para o lançamento de um de seus livros em árabe.

De lá ele relata o professor relata para a página na internet da Rede Brasil Atual: o que é na minha opinião o centro da questão em curso na Tunísia e no Egito.

Rede Brasil Atual – O que o senhor acha que motivou essa onda de movimentações populares?

Mamede Jarouche – A situação social e econômica está em degradação contínua. Venho ao país há dez anos e só vejo as coisas caminhando para trás. Por mais passivo e pacífico que seja o povo do Egito, chega uma hora em que se precisa ter reação. É isso que as pessoas estão tentando fazer. (…)

Vou voltar a questão do Egito, nesses dias.  Será um tema recorrente das aulas nesse ano de 2012.

Essa revolução, que na minha opinião nada tem de árabe, nem de islâmica… trata-se de uma verdadeira revolução popular em curso, pela melhoria das condições de vida da população cansados de serem vítimas da política dos seus governos que sempre estiveram mais interessados em atender aos interesses dos EUA e da União Européia do que as necessidades do povo.