A questão do aborto – Drauzio Varella

Drauzio Varella

O Dr. Drauzio Varella faz uma afirmação forte e correta: “Desde que a pessoa tenha dinheiro para pagar, o aborto é permitido no Brasil.

E continua: “Se a mulher for pobre, porém, precisa provar que foi estuprada ou estar à beira da morte para ter acesso a ele. Como consequência, milhões de adolescentes e mães de família que engravidaram sem querer recorrem ao abortamento clandestino, anualmente.”

A discussão é exatamente essa. Alguns indicadores que já li de pesquisas em países cujo aborto se tornou um procedimento realizado nos serviços públicos tiveram seus índices de abortos reduzidos, pois o investimento público de prevenção é ampliado para evitar os gastos do procedimento cirúrgico.

Os dados do professor Varella são impactantes: “Para ter ideia, embora os números sejam difíceis de estimar, se contarmos apenas os casos de adolescentes atendidas pelo SUS para tratamento das complicações de abortamentos no período de 1993 a 1998, o número ultrapassou 50 mil. Entre elas, 3.000 meninas de dez a quatorze anos.

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Religião e obesidade – um estudo no mínimo engraçado

Estudo sugere que pessoas que vão à igreja com frequência têm mais chance de se tornarem obesas.

O jornalista Cássio Leite Vieira comenta os resultados numa matéria publicada na revista Ciência Hoje.

A reportagem que trata deste estudo afirma:

(…) Esse foi o caso de Matthew Feinstein, estudante do quarto ano da Escola de Medicina da Universidade Northwestern (Estados Unidos), que acaba de apresentar um trabalho no qual mostra que pessoas que vão à igreja pelo menos uma vez por semana têm 50% a mais de chance de se tornarem (ou se manterem) obesas na meia idade – no caso, índice de massa corporal igual ou acima de 30.

Por quê? Só há por enquanto hipóteses. Feinstein tem a sua: talvez, a associação entre felicidade (amigos, fé religiosa, alegria etc.) e comida (do tipo não saudável) seja a resposta ou parte dela, arrisca o autor. Muitas religiões têm como tradição festas e sobremesas depois dos trabalhos religiosos.

Os autores – há entre eles pesquisadores com doutorado – analisaram os dados de 2.433 pessoas que foram acompanhadas por 18 anos, participantes do estudo epidemiológico de longo termo Cardia.

Feinstein alerta para o fato de que aquelas que vão frequentemente à igreja não têm a saúde pior que as que não vão. Elas têm apenas mais chance de se tornarem obesas. (…)

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